Inadimplência cai pelo terceiro mês seguido em SC, mas segue acima da média histórica

Santa Catarina sempre foi, com justiça, o orgulho do Brasil. Nossa terra é o resultado de uma amálgama de culturas e etnias que compartilham um valor inegociável: a ética do trabalho. Diferente de outras regiões onde se cultua a dependência estatal, o catarinense aprende, desde o berço, que o esforço individual é o único caminho legítimo para o engrandecimento do ser humano. No entanto, essa trajetória de sucesso está sendo colocada em xeque por uma combinação perigosa de narcisismo político e negligência administrativa.
Assistimos, quase diariamente, a um espetáculo de teatralização e romantização do nosso estado por parte da classe política. Nos palanques, o discurso é de que vivemos no "melhor lugar do mundo", uma ilha de perfeição intocável. Embora o otimismo seja necessário, o excesso de propaganda sem a devida cautela estratégica transformou Santa Catarina em um alvo. Ao venderem uma imagem utópica para o país, nossos representantes acabam atraindo não apenas aqueles que desejam somar, mas também os "ignorantes do submundo" e o crime organizado de outros entes federativos, movidos pela inveja e pela oportunidade de saquear o que construímos com suor.
O resultado dessa exposição descuidada é visível. Passamos a sofrer com problemas de segurança pública que, há meros três anos, eram estranhos à nossa realidade. A criminalidade cresce, alimentada por uma migração desenfreada e sem qualquer critério de absorção. Não se trata de xenofobia, mas de autopreservação e respeito à ordem. Santa Catarina é acolhedora para quem chega com o espírito de colaboração e respeito aos nossos padrões culturais, mas não pode ser o refúgio de quem busca apenas explorar nosso sistema ou importar a desordem de seus locais de origem.
É preciso encarar a realidade sem o filtro do marketing político: estamos importando a bandidagem alheia enquanto nossos líderes se perdem em autopromoção. A pergunta que ecoa na sociedade civil é: até quando os palanques serão prioridade em detrimento da resolução do problema migratório? O estado não tem estrutura infinita e a segurança das nossas famílias não pode ser o preço a pagar pela vaidade de quem deseja ostentar índices que, se não protegidos com rigor, logo pertencerão ao passado.
Nós não somos perfeitos. Temos, sim, nossos próprios problemas e nossas próprias figuras avessas ao labor, mas possuímos um anticorpo social poderoso contra a cultura da mendicância. Somos avessos ao assistencialismo que escraviza e à maldade que corrói as instituições. Aceitar passivamente que "milícias" políticas e criminosas de fora tentem destruir nosso estado é uma omissão imperdoável.
O desenvolvimento exige vigilância. Santa Catarina deve, sim, ser exaltada, mas com a sobriedade de quem sabe que o sucesso atrai predadores. Quem vier para trabalhar e viver conforme nossos valores será bem-vindo; para os demais, a porta deve permanecer fechada. É hora de os nossos políticos pararem de atuar para as redes sociais e passarem a governar para quem realmente sustenta este estado: o cidadão que trabalha, cumpre a lei e exige que o seu lar não seja transformado no quintal da criminalidade alheia.
A Vitrina da Ilusão
O Alvo nas Costas de Santa Catarina
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