OPINIÃO

Santa Catarina e o Orgulho da Ordem

  

Nos últimos tempos, tornou-se um hábito conveniente para certas figuras de destaque no cenário nacional atacar Santa Catarina. De gabinetes confortáveis em outras capitais, disparam críticas ao nosso estado, tentando rotular nossa gente e distorcer nossa realidade. O Jornal Cabeço Negro, fiel aos seus princípios de direita e conservadorismo, vem a público não apenas para rebater essas investidas, mas para reafirmar porque Santa Catarina é, e continuará sendo, um exemplo de sucesso fundado na lei e no trabalho.

O erro desses críticos é confundir o rigor com o preconceito. Como em qualquer lugar do mundo, do país mais desenvolvido ao menos favorecido, existem pessoas de bem e existem malfeitores. A diferença fundamental é como lidamos com cada grupo. Em Santa Catarina, a lei não é uma sugestão interpretativa; ela é um trilho. Aqui, a polícia trabalha com firmeza para tirar das ruas quem escolhe o crime, garantindo que o cidadão de bem possa caminhar em segurança. Não pedimos desculpas por querer ordem.

Nossa prosperidade não é fruto do acaso, mas de uma cultura de responsabilidade. Defendemos a liberdade de pensamento, mas acreditamos que a liberdade caminha de mãos dadas com a autossuficiência. É por isso que defendemos um modelo de migração e desenvolvimento sustentável. Santa Catarina recebe de braços abertos quem vem para somar, mas é preciso clareza: não queremos que o estado seja sobrecarregado por quem chega sem qualificação, sem recursos e sem moradia, tornando-se mais um encargo para quem já trabalha e produz. O sustento de uma sociedade não pode cair exclusivamente nos ombros do contribuinte enquanto se estimula a dependência.

No campo da educação e do trabalho, o Cabeço Negro reafirma o valor da meritocracia. Acreditamos que a cor da pele ou a opção sexual de um indivíduo não definem sua capacidade intelectual ou sua competência profissional. Por isso, somos contrários a divisões identitárias que apenas fragmentam a sociedade. Cotas, se necessárias, devem ser estritamente sociais, destinadas a quem estudou em escola pública e precisa de uma base para competir em igualdade. Nas empresas, o suporte deve ser direcionado aos deficientes, que enfrentam barreiras físicas reais. Para todo o resto, deve prevalecer o mérito.

Quem produz mais e melhor deve chegar mais longe. Tentar nivelar a sociedade por características biológicas ou escolhas pessoais é um insulto à inteligência e ao esforço individual. Santa Catarina deu certo porque valoriza o resultado, o estudo e o suor.

Queremos apenas nos manter dessa forma: conservadores em nossos valores, sérios em nossas leis e justos em nossas oportunidades. Aqueles que nos atacam talvez o façam por não compreenderem que o sucesso exige disciplina. Enquanto os críticos falam, Santa Catarina trabalha. E enquanto trabalhamos, protegemos nossa casa, nossas famílias e nosso direito de viver em um estado onde a lei ainda significa alguma coisa.