Prefeitura de Apiúna intensifica frentes de trabalho em diversos bairros

Enquanto o mundo assiste a uma correção histórica de rumos, o Brasil parece caminhar, resoluto, para o abismo do anacronismo. O cenário internacional recente é pedagógico: populações exaustas de décadas de opressão decidiram que o preço da liberdade, embora alto, é o único que vale a pena pagar. Da revolução sangrenta que sacode as estruturas teocráticas do Irã à derrocada de figuras como Nicolás Maduro, cujo destino final nas grades simboliza o ocaso das tiranias latinas, o recado dos povos é uníssono: o autoritarismo tem prazo de validade.
Infelizmente, o Brasil ignora as lições da história contemporânea e escolhe a contramão. No exato momento em que nações buscam se livrar de amarras ideológicas e ditatoriais, o Estado brasileiro mergulha em uma zona cinzenta de insegurança jurídica e arbítrio. O que vemos hoje não é a clássica ditadura das baionetas, mas algo talvez mais insidioso: a ditadura do Judiciário.
Sob o pretexto de "defender a democracia", o que se testemunha é o seu gradual desmantelamento. O livre pensamento, pilar fundamental de qualquer sociedade que se pretenda civilizada, tornou-se um artigo de luxo ou, pior, um risco jurídico. A perseguição a opositores políticos e o cerceamento de vozes dissonantes sob o rótulo de "combate às fake news" ou "atos antidemocráticos" criaram um ambiente de medo que remonta aos piores períodos da nossa história.
O mais grave, contudo, é a normalização do absurdo. Relatos de tratamentos degradantes e violações de garantias fundamentais contra presos políticos chocam qualquer observador atento aos Direitos Humanos. Aqueles mesmos direitos que, ironicamente, costumam ser evocados apenas para proteger o crime organizado, mas nunca para resguardar o cidadão comum que ousa questionar o sistema.
O Jornal Cabeço Negro mantém-se firme no princípio da liberdade de expressão. Acreditamos que o embate de ideias deve ocorrer na arena pública, e não nos tribunais através de canetadas monocráticas. Um país que persegue quem pensa diferente e que flerta com regimes autocráticos enquanto o mundo os repudia está condenado ao isolamento e à decadência moral.
Não podemos aceitar que o Brasil se torne a exceção autoritária de um Ocidente que clama por liberdade. A história é uma juíza implacável e ela não costuma ser gentil com aqueles que, tendo a chance de escolher a luz do direito e da liberdade, optam pelas sombras da tirania institucionalizada. É hora de o Brasil olhar para fora, aprender com o exemplo das nações que despertam e retomar o caminho da verdadeira democracia. Aquela onde o povo é soberano e a lei é um escudo para o cidadão, não uma arma para o Estado.
O retrocesso brasileiro diante do despertar global
O crepúsculo da liberdade e a ilusão da ordem
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