BOCA ABERTA. TIA FIFI

Que bafo

  

Olá, meus que-ri-dos leitores.

Segura o babado que hoje eu estou com a língua mais afiada que tesoura de costureira. Sentei-me aqui na minha cadeira de balanço, abri bem a janela e, olha, entrou um bafo quente que não foi brincadeira.

Nossa, o calor demorou, mas quando veio, chegou querendo levar a gente para o forno, né, amigas? E a minha preocupação, que-ri-dos, não é só com o suor, não... é com a conta de luz. Porque para aguentar esse mormaço, o ar-condicionado e o ventilador ficam no ligados direto, e o relógio da energia gira mais rápido que conversa de comadre em dia de feira. O povo já está sofrendo com o custo de vida, e agora mais essa facada no bolso? Tem que economizar, gente, senão o salário não sobra nem para o picolé na praça.

Mas mudando de assunto para algo que está me cortando o coração... olha, o que está acontecendo na nossa BR-470, especialmente no trecho aqui de Apiúna, é uma tristeza sem fim. Nossa, são tantas famílias chorando, tantas vidas jovens perdidas neste asfalto. A gente sabe, amigas, que tem muito jovem maluco por aí cometendo atos de imprudência, achando que é dono da pista, mas não dá para culpar só o motorista, não.

A rodovia está abandonada, que-ri-dos. Faz meses que as lombadas eletrônicas sumiram, viraram fumaça. Sem o controle, a pista vira terra de ninguém. Onde estão os nossos governantes que não dão um jeito nisso? Segurança e ordem são princípios que não podem ser esquecidos. A vida das nossas crianças e dos nossos trabalhadores vale muito mais que qualquer burocracia de governo. A gente paga imposto para ter estrada segura, não para ver tragédia todo santo dia na porta de casa. Alguém precisa botar ordem nessa bagunça, e logo.

Beijos... Fui.