PASSANDO A LIMPO

A ordem e o abuso

 

"A legitimidade do poder nasce da ordem estatutária, e a prosperidade de uma região depende da coragem daqueles que não têm medo de trabalhar e fiscalizar." Ailton Carlos Coelho

Passar a limpo a realidade exige coragem para apontar o sucesso de quem trabalha e a sordidez de quem se aproveita do sistema. No balanço desta semana, temos o contraste absoluto: a legitimidade inquestionável conquistada no voto para a presidência do Sindejor/SC e o vigor das obras em Santa Catarina, em oposição ao escândalo silencioso que sangra o bolso dos nossos aposentados sob a omissão cúmplice de Brasília. Enquanto uns constroem o futuro com asfalto e gestão séria no Vale e no Estado, outros impõem ao cidadão o fardo de provar que foi roubado. Não aceitaremos a inversão de valores.

Representatividade

É com o espírito de missão renovado que assumo novamente a presidência do Sindejor/SC para o triênio 2026-2028. A eleição realizada ontem, 14 de janeiro, não foi apenas um rito formal; foi a afirmação de que a categoria reconhece o trabalho sério, feito dentro das quatro linhas do estatuto. Fui reconduzido pela maioria absoluta dos votantes que, em dia com suas obrigações, entendem que um sindicato patronal não deve ser um balcão de negócios, mas um bastião na defesa dos jornais e revistas de Santa Catarina.

A nossa diretoria é composta por quem conhece o peso de rodar um jornal todos os dias. Estarei ao lado de José Roberto Deschamps (Jornal Metas) na Vice-presidência; Aglaé Oliveira (Diário Catarinense) na Tesouraria; Alberto Zamarco Júnior (ND) como Secretário Geral; e Hélio Westphal (A Semana) como Diretor Suplente. O Conselho Fiscal será guardado por Antoninho Antunes (Jornal do Momento), Giovani Gerra Gobbi (Folha do Oeste) e Wagner Sorrilha Apodaca (A Tribuna do Vale), com a suplência de José Mota Alexandre (Jornal Volta Grande). Juntos, faremos uma gestão pautada pela liberdade de expressão e pela sustentabilidade econômica das nossas empresas.

O Asfalto que Respeita o Imposto

Enquanto muitos ainda estão em ritmo de festa, o trabalho em solo catarinense é entregue com eficiência. O governador Jorginho Mello deu um exemplo de como se prestigia a tradição e o progresso ao inaugurar a pavimentação da SC-421 na abertura da Festa Pomerana. Pomerode merece e Santa Catarina agradece. O asfalto novo é a resposta concreta ao cidadão conservador que exige que o suor do seu trabalho retorne em forma de segurança e desenvolvimento, e não se perca nos ralos da má gestão.

Apiúna e Ascurra no Caminho Certo

No nosso quintal, a política de resultados fala mais alto que o barulho da oposição. As prefeituras de Apiúna e Ascurra voltaram do recesso com a faca nos dentes. Os prefeitos Arão e Marcelo entenderam o recado das urnas e do povo: o trabalho não pode parar. Estão dedicando-se integralmente a concluir obras que transformam bairros e a licitar novos projetos que garantem qualidade de vida. É o pragmatismo da direita em ação: menos discurso, mais obra e vida melhor para o cidadão comum.

O escárnio do INSS: Onde o estado se torna cúmplice do crime

Agora, precisamos falar sobre o que acontece na calada da noite com o dinheiro dos nossos idosos. É um absurdo inaceitável o que ocorreu com os descontos indevidos no INSS. O Governo Federal não apenas permitiu que associações duvidosas metessem a mão na conta de quem mais precisa, como agora impõe um prazo ridículo para que a vítima reclame.

Pergunto ao leitor: desde quando o ônus da prova é do roubado? Se um crime contra a economia popular é detectado, a obrigação de apurar e ressarcir é da autoridade, não de um senhor de 80 anos que mal consegue acessar um aplicativo. Dar prazo para o cidadão "pedir" o seu próprio dinheiro de volta é uma estratégia de corruptos para que os valores prescrevam e fiquem nos bolsos de quem não trabalhou por eles. O governo, ao agir assim, deixa de ser protetor para ser comparsa da injustiça.

O prumo da verdade

Nesta edição, passamos a limpo o que é mérito e o que é abuso. A recondução no Sindejor nos dá a base para continuar cobrando a transparência que falta no plano federal e aplaudindo a eficiência que vemos em nossas prefeituras e no nosso Estado. Não daremos trégua aos que tentam transformar o direito do cidadão em burocracia sem fim.

A ordem deve prevalecer.