PASSANDO A LIMPO

Zelo público e a necessidade de ordem

  

"A civilização de um povo é medida pelo seu respeito à ordem, pela valorização do trabalho e pelo rigor da lei contra os que ignoram a moral." Ailton Carlos Coelho

O que move esta coluna é o compromisso inegociável com a verdade nua e crua, sem os filtros hipócritas do politicamente correto que tanto atrasam o progresso do Brasil. Nesta semana, o cenário em nossa região e no estado nos obriga a refletir profundamente sobre a prontidão das instituições diante das crises, a valorização de quem realmente faz a máquina pública funcionar com excelência e a resposta institucional que a sociedade exige diante da barbárie e da crueldade. Passar a limpo é, acima de tudo, separar o joio do oportunismo do trigo dos resultados reais.

Fogo, bravura e a necessidade de vigilância em Apiúna

Entre o último sábado e terça-feira, 27, o município de Apiúna viveu dias de extrema tensão que testaram a resiliência das nossas forças de segurança. Um incêndio florestal de grandes proporções, iniciado na localidade do Gabirobal, consumiu cerca de 60 hectares de vegetação, uma vasta área que exigiu o máximo das nossas equipes de emergência. Foram três dias de combate ininterrupto contra chamas que, alimentadas pelo vento e pelo terreno seco, avançaram perigosamente por quase três quilômetros, atingindo a região do Bracinho e assustando moradores com uma densa cortina de fumaça.

É preciso enaltecer aqui a coordenação técnica e a bravura do Corpo de Bombeiros, o apoio estratégico do Helicóptero Águia 07 e a agilidade da Administração Municipal. O fogo passou de "descontrolado" para "controlado" graças ao esforço humano, mas o episódio deixa uma lição clara: a preservação do nosso território exige vigilância absoluta. A terra e a natureza são patrimônios da família e da produção; qualquer ameaça a isso é uma ameaça à nossa estabilidade. A pronta resposta do Estado e do Município mostra que, quando há gestão e comando, o caos não prevalece.

Merenda Escolar: Investimento na ponta e respeito ao erário

Na quarta-feira, 28, a Secretaria de Educação de Apiúna deu um exemplo prático de como se valoriza o serviço público com foco na eficiência. O treinamento sobre manipulação de alimentos, ministrado pela nutricionista Fernanda Gaulke, não é apenas um cumprimento burocrático de protocolo; é um investimento direto na saúde das nossas crianças e na segurança alimentar das nossas escolas.

Mais do que técnica, vimos um gesto de respeito profissional com a entrega de cinco kits de uniformes e calçados de segurança para cada merendeira. No viés de direita que defendemos, o Estado deve ser enxuto, mas o que ele faz, deve fazer com excelência. Valorizar o profissional que atua na "ponta", garantindo condições dignas de trabalho e qualificação contínua, é o caminho para evitar o desperdício e a mediocridade. Cuidar de quem prepara o alimento dos nossos futuros cidadãos é garantir que o recurso do contribuinte seja transformado em qualidade de vida real dentro dos CEIs e escolas. Menos ideologia nas salas e mais qualidade na infraestrutura e na alimentação: esse é o nosso norte.

Isenção de IPTU em Ascurra

O Direito Pautado pela Lei Estrita

Em Ascurra, a administração municipal age corretamente ao orientar os contribuintes sobre o prazo para a solicitação de isenção do IPTU 2026, que se encerra no dia 13 de março. É fundamental que o cidadão entenda: a isenção tributária não é um "agrado" político ou uma caridade do governante de turno. Trata-se de um direito garantido por lei para aqueles que, por critérios de justiça social e econômica, merecem o alívio do peso do Estado, sejam idosos, portadores de doenças graves ou os nossos produtores rurais, que são o motor da nossa economia local.

O posicionamento desta coluna é firme: a lei deve ser cumprida em sua literalidade. Orientamos os ascurrenses a não deixarem para a última hora, pois a burocracia estatal é implacável com os prazos. Formalizar o pedido com documentação robusta é uma prova de cidadania. O governo faz a sua parte ao abrir o canal, e o cidadão faz a dele ao agir dentro das regras. O equilíbrio entre o dever de pagar impostos e o direito à isenção é o que mantém a engrenagem municipal funcionando sem injustiças.

O Caso Orelha

Rigor Administrativo contra a Psicopatia Animal

Também não podemos nos silenciarmos diante da indignação causada pelo brutal assassinato do cachorro Orelha, em Florianópolis. A resposta política do deputado Napoleão Bernardes, ao protocolar um Projeto de Lei para criar o Cadastro Estadual de Agressores dos Animais, toca no ponto nevrálgico que defendemos: a punição deve doer onde o criminoso sente. Quem é capaz de tamanha atrocidade contra um ser indefeso demonstra um desvio de caráter que o desqualifica para conviver plenamente com os benefícios oferecidos pelo Estado.

A proposta de impedir que condenados por maus-tratos acessem concursos públicos, programas sociais ou incentivos tributários é uma medida de moralidade pública necessária. O dinheiro dos nossos impostos não pode, sob hipótese alguma, subsidiar a vida de quem ignora as leis básicas da decência e da vida. Maus-tratos são crimes, e o cerco administrativo deve ser tão asfixiante quanto o penal. Santa Catarina precisa liderar esse movimento de tolerância zero. Quem fere a ordem e a vida, seja humana ou animal, deve ser banido do convívio com as facilidades do sistema público. Que a Alesc aprove essa medida com a urgência que a barbárie exige.

Analisar a semana é perceber que a vida em sociedade exige um equilíbrio constante entre a ação imediata, o planejamento administrativo e o rigor moral. Os fatos que relatamos nesta edição, que passam pela bravura no combate aos incêndios, o cuidado com a educação, a organização tributária e a resposta legislativa contra a crueldade, mostram que não existe assunto isolado quando o objetivo é o bem comum.

Passar a limpo cada um desses pontos é reafirmar que o progresso da nossa região depende da eficiência em todas as frentes. Seja protegendo nossas matas, cuidando da saúde de nossos alunos, garantindo direitos aos contribuintes ou punindo com severidade quem transgride a decência, o que o cidadão de bem espera é uma só coisa: que as instituições funcionem com seriedade e sem omissão. A política e a gestão não podem ser feitas de espasmos, mas de uma continuidade baseada em princípios e no respeito absoluto à lei. Seguimos atentos, separando o barulho das narrativas da solidez das ações que realmente transformam o nosso dia a dia."