Operação Control C

Operação Control C: investigação revela editais manipulados para favorecer empresa de software em SC

  • Foto: MPSC, Reprodução - Segunda fase da operação ocorreu na manhã desta sexta-feira (6)

MPSC deflagra 2ª fase da Operação Control C em SC, com buscas em 6 cidades contra fraudes em licitações de software. Editais eram feitos "sob medida" para favorecer uma empresa, que ajudava a barrar concorrentes. Itens apreendidos vão para perícia. Investigação segue pelo Gaeco.

Nesta sexta-feira (6), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deu um passo importante no combate à corrupção em contratos públicos. A segunda fase da Operação Control C cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em seis cidades do estado, mirando uma suposta organização criminosa que manipulava licitações de software. Mas como isso acontecia na prática? Vamos destrinchar os fatos para você entender o esquema e suas implicações.

O que é a Operação Control C e por que o nome?

A operação, coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), investiga crimes contra a administração pública e fraudes em licitações. O nome "Control C" faz uma referência dupla: ao ramo de informática da empresa envolvida e ao atalho Ctrl + C do teclado, usado para copiar. É uma metáfora para o jeito como os investigados "copiavam" termos de editais para favorecer uma única companhia.

Tudo começou com indícios de que uma empresa de software atuava como organização criminosa dentro dos municípios catarinenses. Os contratos eram fechados por licitações aparentemente fraudulentas, repetindo um padrão já visto na primeira fase da operação.

Como funcionava o esquema de manipulação de editais?

Imagine um edital de licitação como um "manual de instruções" para contratar uma empresa. Segundo o MPSC, os suspeitos elaboravam esses termos de referência "sob medida" – ou seja, com requisitos técnicos tão específicos que só a empresa investigada atendia perfeitamente. Isso direcionava a competição desde o início.

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Não parava por aí. A empresa ajudava os municípios a recusar contestações de concorrentes, emitindo decisões administrativas que deveriam ser exclusivas do poder público. Na prova de conceito – uma etapa prática onde empresas demonstram seu software –, os requisitos eram ajustados para garantir a vitória da investigada.

Um exemplo concreto: após a primeira fase, irregularidades foram confirmadas em Sangão, com o mesmo modus operandi. Você já parou para pensar quantos contratos públicos podem estar contaminados por práticas assim? Isso afeta desde serviços básicos até sistemas de gestão municipal.

O que foi feito nesta segunda fase?

Na manhã de hoje, equipes do Gaeco atuaram em seis cidades catarinenses, cumprindo os 10 mandados. Itens apreendidos, como documentos e equipamentos, vão para a Polícia Científica analisar e produzir laudos periciais. O Gaeco continua as investigações para mapear outros envolvidos e uma possível rede maior de corrupção.

Os detalhes foram divulgados pelo MPSC e reportados pela NSC Total, fonte primária dessa apuração.

Impactos e o que esperar daqui para frente

Fraudes como essa desperdiçam dinheiro público e comprometem serviços essenciais, como sistemas de software para prefeituras. Para o cidadão, significa menos transparência e mais risco de prejuízos coletivos. O MPSC reforça que a operação segue em andamento, com foco em aprofundar as provas.

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