Merenda com bichos

Denúncias de merenda com bichos em escola de Sombrio preocupam pais em SC

  • Foto: Divulgação/Portal Amorim - Escola se manifestou e alegou seguir rigorosos padrões técnicos para funcionamento

MP-SC investiga denúncias de bichos e cabelos na merenda da Escola Alda dos Santos Vargas, em Sombrio. Prefeitura nega irregularidades, cita padrões rigorosos de higiene e força-tarefa concluída. Caso destaca importância de fiscalização no PNAE para segurança de alunos em SC.

Você já parou para pensar no que seus filhos comem na escola? Em Sombrio, no Extremo Sul de Santa Catarina, denúncias graves sobre a merenda escolar estão sob investigação do Ministério Público (MP-SC). Relatos de bichos e fios de cabelo nos alimentos servidos na Escola de Educação Básica Municipal Professora Alda dos Santos Vargas geraram um inquérito civil. A prefeitura local rebateu as acusações, mas a notícia levanta debates sobre higiene e fiscalização em redes públicas.

O que dizem as denúncias e por que o MP entrou em ação?

Tudo começou com queixas apresentadas ao Ministério Público de Santa Catarina. Os relatos apontam para problemas sérios de higiene na merenda, como a presença de insetos e cabelos nos pratos dos alunos. Além disso, o inquérito civil, aberto nesta semana, também apura deficiências estruturais e de acessibilidade no prédio da escola.

Na prática, isso significa que o MP quer verificar se há falhas no preparo e na distribuição dos alimentos, além de condições físicas do local. Questões como essas não são isoladas no Brasil – segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), problemas sanitários em merendas afetam milhares de escolas públicas anualmente. Mas e em Sombrio? Será que é um caso pontual ou algo mais sistêmico? O órgão público agora colherá depoimentos de pais, professores e funcionários para esclarecer os fatos.

Resposta da Prefeitura: "Não há reclamações formais"

A Prefeitura de Sombrio reagiu rápido, ainda na quinta-feira (5), com uma nota oficial. Nela, a administração destaca o compromisso com a saúde dos alunos e afirma seguir "padrões técnicos estabelecidos pela engenharia civil e normas de segurança vigentes". Sobre a merenda, a nota é clara: "não há qualquer registro de queixas formais sobre a qualidade dos alimentos".

Confira o trecho principal da nota na íntegra:

"A Prefeitura de Sombrio reafirma seu compromisso inegociável com a segurança e a saúde dos alunos da Rede Municipal de Ensino. Sobre a situação da EEB Municipal Profª Alda dos Santos Vargas, o Município esclarece que todas as suas unidades escolares seguem rigorosamente os padrões técnicos estabelecidos pela engenharia civil e normas de segurança vigentes. 

Eventuais necessidades de adequações estruturais, quando identificadas pelo monitoramento contínuo da Secretaria de Educação ou pela direção escolar, são prontamente inseridas no cronograma de manutenção e executadas com a agilidade necessária.

Em relação à merenda, o Município reitera que segue protocolos sanitários de excelência e que não há qualquer registro de queixas formais sobre a qualidade dos alimentos. Para garantir a total tranquilidade das famílias, uma força-tarefa de higienização já foi concluída na unidade."

A gestão municipal menciona monitoramento contínuo pela Secretaria de Educação e manutenções ágeis quando necessário. Resta saber se isso convence os pais ou se novas provas surgirão.

O que isso significa para pais e escolas em SC?

Casos como esse expõem vulnerabilidades na alimentação escolar, que atende milhões de crianças no país. Em Santa Catarina, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) exige vistorições regulares da Vigilância Sanitária, mas denúncias anônimas ou informais muitas vezes escapam. Para os pais de Sombrio, a dúvida persiste: como fiscalizar de perto? Uma dica prática é registrar queixas diretamente na direção escolar ou no MP, com fotos e datas, para agilizar investigações.

O inquérito pode resultar em multas, melhorias obrigatórias ou até responsabilização de gestores. Enquanto isso, a força-tarefa de limpeza anunciada pela prefeitura é um passo inicial, mas transparência total – como relatórios públicos de inspeções – ajudaria a construir confiança. E você, confiaria em uma merenda sem ver as cozinhas por dentro?

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