Ex-diretor da PRF

Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai após romper tornozeleira

  • Foto: Valter Campanato, Agência Brasil - No último 16 de dezembro, Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses por envolvimento em cinco crimes durante a trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

Preso no Paraguai após cortar tornozeleira, ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, condenado por golpe, enfrenta extradição ao Brasil.

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ex-secretário de Segurança Pública de São José, nos Santa Catarina, viveu um desfecho dramático nesta sexta-feira (26). Preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ele tentava embarcar para El Salvador quando foi detido pelas autoridades locais. A informação veio diretamente da colunista Andreia Sadi, do g1, com base em dados da Polícia Federal (PF).

O caso ganha contornos de thriller policial: Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica que usava, deixou o Brasil sem permissão judicial e cruzou a fronteira para o país vizinho. Mas será que uma fuga assim, com monitoramento moderno, ainda é viável? Vamos aos detalhes passo a passo.

Condenação recente por crimes golpistas

Tudo começou com a condenação de Vasques pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 16 de dezembro. Ele pegou 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento em cinco crimes ligados à tentativa de golpe de Estado. A sentença, detalhada em reportagem do NSC Total, reflete a gravidade das acusações contra figuras ligadas ao governo anterior. Essa pena não é isolada – faz parte de um conjunto de investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, que abalaram o país.

Como ocorreu a fuga e a prisão

Vasques ativou o alarme ao cortar a tornozeleira. Imediatamente, sistemas de alerta nas fronteiras dispararam notificações, e a adidância brasileira no Paraguai foi acionada. Ele usava um passaporte paraguaio autêntico, mas com identidade falsa – um erro fatal na checagem de segurança.

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Ao tentar passar pelo controle de embarque, foi abordado e detido. Agora, está à disposição do Ministério Público paraguaio e deve ser expulso em breve, com entrega à PF brasileira. Fontes da PF confirmam que a operação foi rápida graças à cooperação internacional.

Na prática, isso mostra como a tecnologia de monitoramento evoluiu. Tornozeleiras com GPS enviam sinais em tempo real, e acordos bilaterais entre Brasil e Paraguai facilitam prisões rápidas. Mas e se ele tivesse escolhido outra rota? Especialistas em segurança fronteiriça apontam que o Paraguai, vizinho próximo, é rota comum para foragidos, mas os alertas integrados tornam a escapada cada vez mais rara.

O que vem pela frente para Vasques

Com a prisão, ele volta ao Brasil para cumprir a pena. A PF deve reforçar as acusações com novos crimes, como evasão de prisão e uso de documento falso. Isso pode agravar a situação no STF.

Para o público, o caso levanta questões sobre justiça e impunidade: quantos condenados ainda tentam fugir, e o sistema resiste? Autoridades reforçam que parcerias como o Mercosul agilizam devoluções, evitando que o Paraguai vire refúgio permanente.

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