O avanço preocupante dos casos de diarreia em Santa Catarina atinge quase todo o estado
O avanço preocupante dos casos de diarreia em Santa Catarina atinge quase todo o estado
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Foto: Banco de imagem - Itajaí lidera número de casos de DDA em SC
Com mais de 40 mil registros em 2026, Itajaí lidera o ranking de contágio que já alcança 290 cidades catarinenses
O surto atinge 98,3% dos municípios catarinenses, consolidando o estado como o epicentro da região Sul no início de 2026. A combinação de fluxo turístico intenso e altas temperaturas favorece a circulação de patógenos gastrointestinais, exigindo monitoramento rigoroso das fontes de água e alimentos.
A tranquilidade das férias de verão tem dado lugar à angústia para milhares de famílias que enfrentam o avanço silencioso e doloroso de uma epidemia. Santa Catarina ultrapassou a marca de 40 mil casos de diarreia em Santa Catarina em 2026, revelando um cenário de vulnerabilidade que se espalha de forma avassaladora por quase todo o território estadual.
O epicentro da crise e o mapa da dor
Segundo dados do Ministério da Saúde, atualizados até o dia 4 de fevereiro, Itajaí desponta como o município mais atingido, registrando 4.155 diagnósticos. O medo da contaminação não é isolado: o surto já alcançou 290 das 295 cidades catarinenses. Apenas Urubici, São Bernadino, Pedras Grandes, Marema e Bom Jesus permanecem, até o momento, como refúgios imunes à doença.
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As principais cidades afetadas formam um ranking que preocupa as autoridades de saúde:
Na região Sul do Brasil, Santa Catarina lidera negativamente as estatísticas, superando o Paraná (25 mil casos) e o Rio Grande do Sul (17 mil), totalizando quase 16% de todos os registros nacionais de doenças diarreicas agudas (DDA).
As causas por trás do surto no verão
A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) já havia emitido um alerta em dezembro de 2025, prevendo que a combinação entre o calor intenso e o aumento populacional nas cidades litorâneas seria um gatilho para a crise. A agonia dos pacientes, marcada por náuseas, vômitos, febre e dores abdominais, é causada por uma legião de agentes invisíveis, como rotavírus, norovírus e bactérias como a Salmonella.
De acordo com a SES, os principais fatores que alimentam esse ciclo de sofrimento são:
A reportagem do NSC Total buscou posicionamento da prefeitura de Itajaí sobre medidas preventivas, porém não obteve retorno até o fechamento desta edição. Enquanto as respostas oficiais não chegam, resta aos moradores e turistas a cautela redobrada e o cuidado com a hidratação diante de um inimigo que não dá trégua.
- Itajaí: 4.155 casos
- Florianópolis: 2,7 mil casos
- Chapecó: 2.351 casos
- Balneário Camboriú: 2.141 casos
- Brusque: 1.994 casos
- Consumo de alimentos fora de casa sem o devido cuidado higiênico;
- Exposição a águas impróprias para banho;
- Altas temperaturas que aceleram a proliferação de bactérias;
- Aumento expressivo do fluxo turístico nas regiões costeiras.
Fonte: NSC Total
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