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O abraço da areia: como o alargamento de Itapoá protege o futuro do litoral catarinense

  • Foto: Gustavo Rotta/Divulgação Porto de São Francisco/ND Mais - Alargamento de Itapoá aplica medidas para garantir a estabilidade da nova faixa de areia

Com o replantio de 280 mil mudas e a reconstrução de dunas, a maior obra costeira do Brasil une engenharia e natureza para salvar a orla.

A obra em Itapoá combina a dragagem da Baía Babitonga com a reconstrução de dunas e restinga. O uso de 6 milhões de metros cúbicos de areia e 280 mil mudas nativas cria uma barreira resiliente contra ressacas, protegendo a infraestrutura e restaurando o ecossistema marinho catarinense.

Um escudo natural contra a força das águas

Nas areias de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, uma transformação silenciosa e poderosa está em curso. O projeto de dragagem da Baía Babitonga, aliado ao alargamento de Itapoá, não é apenas uma obra de engenharia, mas um ato de cuidado com a terra que resiste ao avanço do mar. A iniciativa busca criar barreiras naturais contra as ressacas que, ano após ano, ameaçam a infraestrutura urbana e a tranquilidade dos moradores.

As ações fazem parte do que os especialistas chamam de “dragagem sustentável”. Para dar vida a esse novo horizonte, estão sendo utilizados cerca de 6 milhões de metros cúbicos de areia, extraídos do canal de acesso externo do Porto de São Francisco do Sul. Esse material é o alicerce para a reestruturação das dunas frontais, que atuarão como verdadeiros guardiões da costa.

O renascimento do verde na orla

Além da imensidão da areia, a vida volta a brotar através da recuperação da restinga. O projeto prevê o plantio de aproximadamente 280 mil mudas de vegetação nativa ao longo de toda a área ampliada. Segundo o Porto de São Francisco do Sul, responsável pela execução, essa vegetação é fundamental para fixar a areia e impedir que a força dos ventos e das marés desfaça o que foi construído com tanto esforço.

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Educação para o amanhã

Conforme as diretrizes do licenciamento ambiental emitido pelo Ibama, o projeto vai além da intervenção física. Ele entra nas salas de aula das escolas municipais e estaduais de Itapoá através de programas de educação ambiental. O objetivo é ensinar às novas gerações que a preservação da restinga é a garantia de que o mar continuará sendo um vizinho admirado, e não uma ameaça.

Com o início da estruturação das dunas e do plantio, Itapoá escreve um novo capítulo em sua história, onde a proteção do patrimônio urbano caminha de mãos dadas com a regeneração do ecossistema costeiro.

  • Proteção: Instalação de cercas para evitar o pisoteio em áreas sensíveis.
  • Acesso: Implantação de passarelas sinalizadas para orientar o fluxo de pessoas.
  • Vida: Monitoramento contínuo da fauna e flora local para garantir a adaptação das espécies.

Fonte: NDmais


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