radares da Via Expressa

O mistério do sumiço: por que os radares na Via Expressa desapareceram em Santa Catarina

  • Foto: Lucas Amorelli, Arquivo DC - Cadê os radares? Explicado o “sumiço” da fiscalização em rodovia movimentada de SC

A rodovia que pulsa no coração de Florianópolis vive uma transição silenciosa enquanto motoristas se deparam com postes vazios e novos alertas.

O DNIT realiza a substituição gradual de radares em Santa Catarina e outros nove estados devido ao fim de contratos antigos. Embora equipamentos estejam inativos temporariamente na Via Expressa, os limites de velocidade permanecem vigentes e a sinalização deve ser respeitada rigorosamente pelos condutores.

Um vazio inesperado no caminho para a Ilha

Nas primeiras luzes da manhã desta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, o cenário na Via Expressa, a principal artéria que liga o continente ao coração da Ilha de Florianópolis, parecia diferente. Motoristas atentos notaram uma ausência: os 'olhos' eletrônicos que vigiam o asfalto não estavam mais lá. Os radares na Via Expressa, companheiros diários de quem cruza a ponte, foram desinstalados, deixando para trás apenas a incerteza de quem passa.

Mas esse sumiço não é fruto do acaso ou do descuido. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o que vemos é o reflexo de uma grande transição contratual. A operação dos medidores eletrônicos está mudando de mãos, não apenas em Santa Catarina, mas em uma jornada que atravessa o Brasil, atingindo estados como Acre, Rondônia, Goiás e o Distrito Federal.

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Segurança além da fiscalização eletrônica

Apesar da ausência momentânea dos equipamentos, o compromisso com a vida não pode cessar. O limite de velocidade na rodovia permanece inalterado: 100 km/h para veículos leves e 80 km/h para veículos pesados. O órgão federal reforça que a sinalização é a bússola do motorista e deve ser seguida, com ou sem a presença física da fiscalização.

“A ausência momentânea de operação dos equipamentos não desobriga os usuários da via de cumprirem rigorosamente os limites de velocidade e demais normas de circulação. A sinalização permanece vigente e deve ser observada permanentemente”, destaca o DNIT em nota oficial.

Onde a mudança está acontecendo

A substituição dos aparelhos antigos, cujos novos contratos foram iniciados em novembro de 2025, ocorre de forma gradual para garantir que a tecnologia mais moderna assuma o monitoramento. Confira os detalhes desta transição:

Enquanto os novos dispositivos não assumem seus postos definitivos, a responsabilidade repousa inteiramente sobre as mãos de quem segura o volante. A prudência continua sendo, hoje e sempre, o radar mais importante nas estradas catarinenses.

  • Abrangência: Além de Santa Catarina, a mudança ocorre em AC, RO, GO, PE, MG, CE, MA, PI e DF.
  • Cronograma: Os equipamentos antigos estão sendo desmobilizados para a implementação imediata dos novos dispositivos.
  • Consulta: Motoristas podem verificar quais equipamentos estão ativos através do Portal de Multas do DNIT.

Fonte: NSC Total


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