SC pode ter só um senador atual na eleição de 2026
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Foto divulgação - Esperidião Amin (à esq.) e Ivete da Silveira (ao centro) têm mandato chegando ao fim neste ano, enquanto Jorge Seif (à dir.) tem mandato até 2031
Em 2026, só Esperidião Amin deve disputar o Senado por SC entre os atuais senadores. Ivete da Silveira e Jorge Seif confirmam que ficam fora. Amin entra em briga bolsonarista com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, mirando uma bancada forte contra o STF. Nacionalmente, 33 dos 54 senadores com mandato acabando buscam reeleição, segundo a Folha.
O que está em jogo no Senado catarinense
Santa Catarina vive um momento de definições políticas para as eleições de outubro de 2026. Dos três senadores atuais do estado, apenas um deve aparecer nas urnas como candidato: Esperidião Amin (PP), que busca reeleição. Ivete da Silveira (MDB) e Jorge Seif (PL) confirmam que não vão disputar.
Por quê isso importa para o eleitor comum? O Senado influencia leis nacionais, como aprovações de orçamentos e julgamentos de impeachment de ministros do STF. Em SC, a corrida ganha peso extra pela briga interna no campo bolsonarista, que mira duas vagas na chapa majoritária.
Disputa acirrada na ala bolsonarista de SC
Esperidião Amin, com mandato até o fim deste ano, é pré-candidato declarado à reeleição. Ele compete diretamente com Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador do Rio que mudou o domicílio eleitoral para SC, e a deputada federal Carol de Toni (PL), nativa do estado. Essa "duela interna", como descreve a reportagem da NSC Total, pode deixar apenas dois nomes na chapa bolsonarista para senador.
Carlos Bolsonaro trocou o domicílio recentemente, o que reduz espaço para Carol de Toni – que avalia até trocar de partido para viabilizar a candidatura. A movimentação reflete a ambição do grupo de formar uma bancada forte no Senado, segundo análise da NSC Total. O foco? Reações contra decisões do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, envolvido em casos como os atos de 8 de janeiro de 2023 e investigações sobre Jair Bolsonaro. Lembre-se: o Senado julga impeachments de ministros.
Na prática, isso significa que eleitores bolsonaristas em SC terão de escolher lados em uma prévia informal. E você, apoia a renovação com nomes de fora ou prefere experiência local?
Situação dos outros senadores catarinenses
Ivete da Silveira (MDB), suplente que assumiu após Jorginho Mello virar governador em 2022 e cujo mandato encerra no fim deste ano, não busca reeleição. Sua assessoria diz que ela avalia outras opções, como apoio a candidatos a deputado, mas nada é oficial. Já Jorge Seif (PL), eleito em 2022 e com mandato até 2030, descarta qualquer candidatura em 2026.
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Essa configuração contrasta com estados mais agitados. No Amazonas, os três senadores disputam: Eduardo Braga e Plínio Valério buscam reeleição, enquanto Omar Aziz mira o governo. No Rio, Carlos Portinho pode se reeleger, Flávio Bolsonaro sonha com a Presidência e Romário (licenciado) é cotado para governador.
Tendência nacional: maioria busca reeleição
SC segue o padrão do país. Levantamento da Folha de S.Paulo, publicado na última semana, mostra que, dos 54 senadores com mandato acabando em 2026, 33 pretendem reeleição. Doze estão indecisos, três miram outros cargos (como Flávio Bolsonaro na Presidência e Eduardo Girão no governo do Ceará), e seis saem de cena – casos de Cid Gomes, Jader Barbalho, Oriovisto Guimarães e Paulo Paim, que sinalizam aposentadoria política.
Essa preferência por reeleição reflete o poder do cargo: senadores têm oito anos de mandato, visibilidade nacional e foro privilegiado. Para SC, a incógnita bolsonarista pode definir se o estado manda mais aliados de Bolsonaro para Brasília.
O que esperar das eleições em SC
A disputa pelo Senado em Santa Catarina promete emoções, especialmente com a chegada de Carlos Bolsonaro e a estratégia anti-STF. Enquanto Amin aposta na experiência, os novatos trazem o apelo familiar bolsonarista. Fique de olho: mudanças de partido ou alianças podem surgir até o fim do ano.
Esperidião Amin (à esq.) e Ivete da Silveira (ao centro) têm mandato chegando ao fim neste ano, enquanto Jorge Seif (à dir.) tem mandato até 2031
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