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Venezuelanos comemoraram queda de Maduro, em ação dos Estados Unidos
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Fotos: Youtube Auri Verde - Venezuelanos celebram queda de Nicolás Maduro em manifestação no Obelisco na Argentina
O ataque dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na madrugada de sábado (3), levou manifestantes às ruas em diversas cidades do mundo neste fim de semana, incluindo venezuelanos que migraram para outros países em busca de melhores condições de vida.
Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores estão detidos no Metropolitan Detention Center (Brooklyn) e serão julgados nos Estados Unidos, por um suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
O governo americano anunciou que pretende administrar a Venezuela "até que se possa realizar uma transição segura, adequada e criteriosa". No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou que empresas americanas passarão a controlar o setor de petróleo do país, que tem as maiores reservas confirmadas de óleo e gás do mundo.
Segundo a agência de notícias Reuters, houve atos de venezuelanos neste fim de semana comemorando a ação dos Estados Unidos em uma série de países latino-americanos e também na Espanha, em cidades como Bogotá, Lima, Quito e Madrid.
Diáspora
Cerca de 20% da população da Venezuela deixou o país desde 2014, e os principais destinos foram a Colômbia, que recebeu 2,8 milhões de venezuelanos, e o Peru, que recebeu 1,7 milhão, de acordo com a plataforma R4V, um grupo de ONGs regionais que prestam assistência a migrantes e refugiados da Venezuela, criada pela agência de migração da ONU.
Há três anos na Espanha, país que recebeu 400 mil venezuelanos, Andrés Losada disse à Reuters que está lutando entre a preocupação e a alegria com a situação na Venezuela.
"Embora o que as pessoas estejam passando em Caracas seja difícil, acredito que, além disso, há uma luz que nos levará à liberdade", acrescentou.
Audiência de custódia, neta segunda-feira (5/01)
Nesta segunda-feira (5 de janeiro) Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores compareceram a uma audiência de custódia no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, perante um juiz federal.
A audiência é o primeiro ato processual formal no sistema judicial dos EUA — destinada a notificá-los oficialmente das acusações, confirmar a legalidade da prisão e dar início ao processo penal.
O que é uma audiência de custódia
No contexto jurídico, audiência de custódia é uma sessão em que o preso, após ser detido, é apresentado a um juiz para que este verifique se a prisão ocorreu conforme o devido processo legal e decida sobre a manutenção da custódia ou outras medidas iniciais.
Nos Estados Unidos esse tipo de audiência inclui a leitura formal das acusações, a garantia de que o acusado entenda os seus direitos, e a definição se ele permanecerá preso enquanto o processo continua.
Diferentemente de alguns países, essa audiência não é um julgamento de mérito (não decide inocência ou culpa), mas um passo processual essencial para que o caso avance na Justiça americana.
Acusações enfrentadas
Maduro e sua esposa são acusados nos EUA de crimes graves, incluindo: Narcoterrorismo; Conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos; Posse ilegal de armas automáticas e dispositivos explosivos. Essas acusações foram apresentadas em uma inditement federal e estão sendo formalizadas agora.
Consequências imediatas
A audiência de custódia oficializa o processo nos EUA.
É improvável que seja concedida fiança ou liberdade provisória a Maduro ou Flores, dado o perfil das acusações e o risco de fuga.
Após essa audiência, o caso seguirá para etapas posteriores — como apresentação de defesas, possíveis pedidos de imunidade ou questionamentos sobre jurisdição e legalidade da captura.
Em Quito, capital do Equador, a venezuelana Maria Fernanda Monsilva disse esperar que Edmundo González, o principal candidato da oposição venezuelana na eleição presidencial de 2024, possa assumir o poder. "Muitos de nós que estamos no exterior queremos voltar", disse Monsilva.
Apesar da declaração do governo americano de pretende controlar a Venezuela, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina do país.
Conteúdo replicado por Cabeço Negro
Conteúdo escrito por Rita Lombardi - REDE CATARINENSE DE NOTÍCIAS.
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