
“A verdadeira política de preservação não se faz com discursos ideológicos em gabinetes isolados, mas sim blindando o cidadão contra a fúria da natureza e protegendo a identidade cultural de quem construiu a nossa história.”Ailton Carlos Coelho
Entre a força das chuvas e a insensatez da militância
O jornalismo de interior cumpre um papel que vai muito além de relatar fatos; ele é o termômetro das demandas reais da população e a trincheira de defesa dos nossos valores. Enquanto as grandes corporações de mídia se perdem em narrativas distantes do cidadão comum, a imprensa regional foca no que de fato importa: a segurança das famílias, o desenvolvimento econômico e a preservação da nossa identidade. Para que o progresso aconteça de forma sustentável, é preciso que as ações preventivas saiam do papel antes que o pior aconteça e que as nossas tradições não sejam alvo de manobras ideológicas baratas. Passar a limpo os acontecimentos da semana é expor a necessidade de vigilância constante, tanto contra as intempéries do clima quanto contra os absurdos burocráticos que tentam minar o nosso Vale.
Jornalismo de interior em debate e o reconhecimento da nossa força
No último dia 27 de junho, o Favorita Golden Hotel foi palco do 52º Congresso Estadual da Adjori/SC, do 7º Encontro Nacional de Jornais do Interior e do prestigiado 27º Prêmio de Jornalismo da Adjori/SC. Mais uma vez, a See Editoração de Jornais recebeu menção honrosa por seus editoriais, o que referenda o compromisso deste grupo com a verdade e com a opinião firme. Como presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Santa Catarina, tive a honra de ocupar a tribuna para falar às autoridades e aos colegas de imprensa. O recado foi claro: a força do interior reside na sua independência e na capacidade de dar voz ao cidadão pagador de impostos, o verdadeiro motor do nosso Estado. “Somos a voz que vem do interior”.
O Vale se mobiliza contra o Super El Niño: prevenção é o único caminho
O fantasma das cheias volta a rondar o Vale do Itajaí com o alerta do fenômeno "Super El Niño", que promete intensificar as chuvas a partir de setembro. Diante da nossa histórica vulnerabilidade, a articulação da Bancada do Vale garantiu o repasse de R$ 10 milhões da economia da Assembleia Legislativa (Alesc) para ações de mitigação do clima. O montante junta-se aos R$ 24,8 milhões destinados pelo Tribunal de Justiça. O deputado Napoleão Bernardes agiu corretamente ao capitanear esse movimento, mas sua fala precisa ecoar com força no Executivo: o dinheiro emergencial ajuda na resposta rápida, porém não substitui as obras estruturantes. Queremos ver a manutenção real das barragens, a dragagem dos rios e o desassoreamento dos ribeirões. Parabenizar a liberação de verbas é importante, mas fiscalizar a execução na ponta é o dever da nossa coluna.
Apiúna no rumo certo: investimentos estruturais na Rua 55 e reforço na Defesa Civil
No âmbito municipal, a prevenção tem sido tratada com o devido zelo. A Prefeitura de Apiúna executa melhorias fundamentais na drenagem pluvial da Rua 55, o conhecido Buraco Quente. A obra, que supera R$ 150 mil, foi viabilizada via emenda do deputado estadual Nilson Berlanda por intermédio do vereador Jaison Bento. É o dinheiro do imposto retornando em segurança para o morador.
No mesmo ritmo de blindagem contra as tempestades, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil recebeu um reforço robusto do Estado: um drone de alta tecnologia, notebook, Smart TV para monitoramento em tempo real e um veículo Jeep preparado para terrenos severos. Equipar quem nos protege é a lógica básica de uma administração eficiente. Governar é antecipar-se ao desastre.
Logística e saúde com responsabilidade
Ainda em Apiúna, a frota da Secretaria de Saúde ganhou o reforço de uma Chevrolet Spin zero quilômetro, modelo 2027. O veículo de sete lugares oxigena o transporte de pacientes que dependem de tratamentos na região. A conquista de R$ 100 mil via emenda do deputado federal Jorge Goetten, articulada pelos vereadores Maicom Warmiling e Jaison Bento, somou-se ao aporte de R$ 45 mil de recursos próprios do município. Quando o Legislativo local trabalha em sintonia com Brasília e com o caixa da prefeitura, a comunidade ganha em dignidade e humanização no atendimento.
O absurdo projeto do deputado Marquito (PSOL) contra o Vale Europeu
Enquanto o interior trabalha, sofre com as chuvas e busca recursos, a esquerda de Florianópolis encontra tempo para propor o ridículo. O deputado Marquito, do PSOL, protocolou um projeto de lei na Alesc para extinguir a denominação "Vale Europeu" da nossa Região Metropolitana, alegando "exclusão" dos povos indígenas. É o ápice da militância de gabinete que tenta importar a famigerada cultura do cancelamento para o nosso cotidiano.
O deputado Napoleão Bernardes já se posicionou firmemente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra essa aberração. O nome Vale Europeu é uma marca turística consolidada mundialmente e uma homenagem legítima aos imigrantes alemães, italianos, austríacos e poloneses que ergueram essas cidades com suor, ordem e religiosidade. Mudar o nome não ajuda nenhum indígena e destrói o patrimônio cultural intangível da nossa gente. Além disso, o argumento cai por terra quando lembramos que o próprio nome "Itajaí", que rege a macrorregião, é de matriz tupi-guarani. Falta serviço para essa turma da capital.
Vigilância constante e identidade preservada
Entre premiações que reconhecem a nossa voz, o envio de verbas necessárias para o enfrentamento das chuvas e conquistas locais na saúde e infraestrutura, o Vale do Itajaí dá provas diárias de que sabe prosperar e se defender. Não permitiremos que distorções ideológicas criadas na capital venham ditar como devemos chamar a terra que nossos antepassados colonizaram com extrema dificuldade. O foco das lideranças do Vale precisa continuar firme na cobrança das obras estruturais contra as enchentes e no fortalecimento das cidades.
O resto? É distração de quem não tem o que fazer.
O absurdo projeto do deputado Marquito (PSOL) contra o Vale Europeu
A verdade dos fatos
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