La Niña

La Niña enfraquece em SC: neutralidade chega em março, mas El Niño é incerto

  • Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo DC - El Niño é conhecido por favorecer a formação de chuvas frequentes em SC

La Niña enfraquece em SC a partir de fevereiro, com neutralidade em março e El Niño incerto para 2026. Fevereiro chuvoso no litoral, temperaturas normais; março/abril mais quentes. Entenda impactos no clima catarinense segundo Fórum Climático e Inmet.

Você já se perguntou por que o verão em Santa Catarina parece tão imprevisível? Um dos culpados principais é o La Niña, fenômeno que influencia chuvas e temperaturas no Estado. Agora, dados recentes mostram que ele está enfraquecendo. Modelos estatísticos analisados pelo Fórum Climático – grupo de meteorologistas da Defesa Civil, Epagri/Ciram e outras instituições – indicam alta probabilidade de o La Niña acabar até o final do verão, dando lugar a um período de neutralidade. Mas e o El Niño, seu oposto? A chegada dele em 2026 ainda é incerta, dependendo de aquecimentos futuros no Oceano Pacífico.

Na prática, isso significa um fevereiro com chuvas iniciais no litoral, espalhando-se pelo Estado, e precipitações dentro da média, mas irregulares – algo típico do verão catarinense, como relatado em análises anteriores da NSC Total. Temperaturas normais em fevereiro, levemente acima da média em março e abril. Episódios de frio intenso? Só a partir de maio.

O que define La Niña e El Niño: explicação simples e direta

Imagine o Oceano Pacífico Equatorial como um termostato gigante do clima. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño ocorre quando a temperatura da superfície das águas, perto do Peru, sobe acima de 0,5ºC por pelo menos cinco meses consecutivos. Isso aquece o ar, aumenta a evaporação e forma nuvens carregadas no meio do Pacífico. Os ventos mudam de padrão, bloqueando frentes frias no Sul do Brasil – resultando em mais chuvas em Santa Catarina e verões mais quentes.

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La Niña é o inverso: águas abaixo de -0,5ºC por cinco meses seguidos. Menos evaporação, menos chuvas no Estado, com secas mais frequentes. Atualmente, estamos em uma "quase La Niña" de fraca intensidade – temperaturas negativas, mas sem os cinco meses completos. Ela atingiu o pico agora em janeiro, mas perde força em fevereiro, aproximando-se de 0ºC (neutralidade) até março.

Por quê isso importa para você? Na agricultura, por exemplo, o La Niña reduz volumes de chuva, afetando safras; o El Niño pode trazer temporais na primavera. Para o dia a dia, planeje viagens ou plantios com essas previsões em mente.

Previsão trimestre a trimestre: chuvas, calor e o que vem pela frente

  • Fevereiro: Chuvas concentradas no litoral na primeira quinzena, espalhando-se depois. Volumes dentro da média, com irregularidade.
  • Março e abril: Temperaturas um pouco acima do normal, mas sem extremos de calor. Friagens leves possíveis, nada de "inverno antecipado".

E no segundo semestre? Se as águas esquentarem a partir do inverno, o El Niño pode se formar, prometendo uma primavera 2026 mais chuvosa em SC. Modelos internacionais ainda não cravam datas – novos dados do Fórum Climático, atualizados mensalmente, vão esclarecer. Essa transição não é rápida: do negativo para positivo leva meses.

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