Ampliação das cuidotecas no Brasil quer frear evasão escolar e fortalecer inclusão produtiva
Ampliação das cuidotecas no Brasil quer frear evasão escolar e fortalecer inclusão produtiva
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Agência Gov | Via Ministério do Desenvolvimento Social - Ampliação de cuidotecas pretende combater evasão escolar e incentivar inclusão produtiva
A expansão das cuidotecas em 2026 prevê 265 unidades em todo o país para acolher crianças de 3 a 12 anos enquanto responsáveis estudam, trabalham ou se qualificam. O serviço busca reduzir evasão escolar, aliviar a sobrecarga de cuidados e fortalecer a inclusão produtiva de famílias vulneráveis.
As cuidotecas são espaços públicos, gratuitos e seguros que acolhem crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência, enquanto mães, pais ou responsáveis estudam, trabalham ou participam de cursos de qualificação. Na prática, funcionam como uma ponte entre o direito ao cuidado e o direito à educação e ao trabalho, especialmente para mulheres sobrecarregadas com tarefas domésticas e de cuidado não remunerado.
Esses ambientes integram o Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida, que reúne políticas voltadas a quem precisa de cuidado e a quem cuida, com foco em reduzir desigualdades de gênero, raça e renda. Em vez de tratar o cuidado como um problema privado, o plano assume a corresponsabilidade entre famílias e Estado e busca estruturar uma rede de suporte ao longo do ciclo de vida.
Expansão das cuidotecas em 2026: onde e como vão funcionar
Em 2026, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) prevê a implementação de 265 cuidotecas em 197 municípios, abrangendo 25 estados e o Distrito Federal. A rede será formada por 18 unidades permanentes e 247 temporárias, articuladas a políticas de formação e inclusão produtiva.
- 18 cuidotecas permanentes: nove em universidades federais e nove em parceria com capitais, com funcionamento contínuo e foco em apoio à permanência estudantil e ao trabalho de servidoras e servidores.
- 247 cuidotecas temporárias: vinculadas à oferta de cursos de formação em cuidados no âmbito do Programa Mulheres Mil + Cuidados, associando qualificação profissional ao apoio concreto para quem tem filhos.
Até o momento, o MDS já formalizou parcerias para 82 unidades, incluindo todas as permanentes, enquanto 178 salas seguem em negociação com 29 instituições em diferentes regiões do país. Esse desenho mostra uma estratégia gradual: consolidar polos estáveis em universidades e capitais e, ao mesmo tempo, testar e expandir formatos temporários ligados a cursos e programas específicos.
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Como as cuidotecas funcionam no dia a dia
O funcionamento das cuidotecas é pensado para atender tanto às necessidades das crianças quanto ao contexto das famílias e dos territórios onde estão instaladas. As atividades combinam acolhimento, estímulo ao desenvolvimento infantil e suporte às rotinas das mães, pais e responsáveis.
Entre as ações oferecidas, estão:
- Atividades lúdicas e de convivência: contação de histórias, leitura, jogos, música e artes, incentivando o direito de brincar e o convívio respeitoso entre as crianças.
- Apoio à vida diária: alimentação, higiene, troca de roupas e momentos de descanso, garantindo um cuidado básico contínuo em ambiente organizado.
- Prevenção de riscos: presença de equipe preparada para identificar sinais de vulnerabilidade, situações de risco ou violência e acionar a rede de proteção quando necessário.
Na prática, isso significa que responsáveis podem deixar as crianças em um espaço estruturado, com profissionais qualificados, enquanto cumprem sua jornada de estudos, trabalho ou formação. O ministro Wellington Dias destaca que o serviço atende não só estudantes, mas também professoras, trabalhadores e trabalhadoras que precisam de um lugar seguro para seus filhos durante atividades acadêmicas e profissionais.
Quem pode usar o serviço e como acessar
As cuidotecas são destinadas a crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência, cujos responsáveis precisam estudar, trabalhar ou participar de atividades de qualificação profissional. O objetivo é apoiar, principalmente, pessoas em situação de maior vulnerabilidade, para as quais a falta de apoio no cuidado com filhos é um obstáculo direto ao estudo e à geração de renda.
Na prática, o acesso costuma seguir alguns critérios definidos pelos parceiros locais:
- Vínculo com a instituição onde a cuidoteca está instalada (como universidades, institutos federais ou unidades parceiras de programas de formação).
- Participação em cursos, programas sociais ou atividades de qualificação atreladas ao equipamento.
- Prioridade para famílias de baixa renda, mulheres chefes de família e responsáveis que não dispõem de outra rede de apoio.
As condições específicas de inscrição, horários de funcionamento e documentação exigida variam de acordo com cada município, universidade ou instituição conveniada. Por isso, o passo inicial recomendado é buscar informações junto à prefeitura, à unidade de ensino ou ao centro de referência de assistência social (CRAS) da região.
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