Governo de SC

Governo de SC investe R$ 456 milhões em segurança em 2025: fuzis, drones e viaturas lideram gastos

  • Foto: Roberto Zacarias/Secom/ND Mais - Investimento em armas usou quase 1/4 do total gasto em 2025 no Estado

Governo de SC investiu R$ 456 mi em segurança em 2025, com R$ 101 mi em fuzis, drones, viaturas e munições. Breakdown por Polícia Civil (440 fuzis), PM e Sejuri. Novo R$ 84 mi anunciados. Dados SSP/ND Mais geram debate sobre prioridades.

Detalhes do investimento total em segurança pública

Em 2025, o governo de Santa Catarina aplicou R$ 456 milhões em segurança pública, conforme levantamento exclusivo da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), solicitado pelo ND Mais. Desse total, quase um quarto — exatamente R$ 101.327.316,83 — foi para armamentos pesados, munições, coletes balísticos, viaturas e drones. Esses recursos vieram de orçamentos específicos de cada corporação, como Polícia Civil, Militar, Científica e Sejuri (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social), além do Fundo Estadual de Segurança.

O foco em equipamentos reflete critérios técnicos da SSP, alinhados a práticas operacionais do estado. Mas será que isso equilibra proteção policial com outras demandas, como saúde ou educação? Os números mostram uma priorização clara em ferramentas para operações de risco, enquanto o restante da verba atendeu ambulâncias, equipamentos contra incêndios para Bombeiros e tecnologias forenses.

Breakdown por instituição: o que cada uma comprou?

Cada força de segurança usou sua fatia de forma estratégica. Veja os destaques:

  • Polícia Científica: Gastou R$ 4,1 milhões em coletes balísticos (R$ 1 milhão), drones (R$ 150 mil) e viaturas (R$ 3 milhões). O resto foi para computadores e detectores multiespectrais, essenciais para perícias rápidas.
  • Polícia Civil: Investiu R$ 32 milhões, incluindo 440 fuzis nos calibres 5,56x45mm e 7,62x51mm — usados em operações de alto risco para maior precisão e segurança dos agentes. Entre 2023 e 2025, somaram-se 147 carabinas e 10 fuzis de precisão (R$ 1.876.849,60), mais três fuzis bicalibre .308 Win e .338 Lapua Magnum em 2025. Ainda: munições (R$ 474.680) e coletes (R$ 1.587.600).
  • Polícia Militar: R$ 4,2 milhões em armas (não especificadas), R$ 7,4 milhões em munições e acessórios, R$ 38 milhões em viaturas (carros, motos e quadriciclos) e R$ 5.103.728,80 em armas não letais via Fundo Estadual.
  • Sejuri: Líder em armas, com R$ 7.084.458,43 totais. Compras: 300 fuzis T4 (R$ 2.939.886), 220 submetralhadoras Sig Sauer (R$ 2.324.506,80, ainda na alfândega), 800 pistolas Glock (R$ 1.242.165,63, entrega no 1º semestre de 2026) e 10 drones (R$ 577.900). Isso moderniza unidades prisionais e protege agentes.

Esses itens, como fuzis no padrão OTAN, elevam o poder de fogo para cenários complexos, segundo a SSP.

Reação política e debate público

O governador Jorginho Mello (PL) defendeu os gastos em redes sociais, rebatendo críticas de que seriam só para "melhorar avaliação". Sua postagem sobre "investimentos em armas pesadas" viralizou com mais de 1 milhão de visualizações e 6 mil comentários. Apoios como "Melhor do Brasil continua nosso governador" e "Investimento em segurança é essencial" dividem espaço com questionamentos: "E os professores, quando serão valorizados? Educação é a base".

Na prática, isso reflete um dilema comum: segurança salva vidas imediatas, mas investimentos preventivos em educação ou social poderiam reduzir crimes a longo prazo?

Novo aporte: R$ 84 milhões em munições

Na sexta-feira (30), a SSP anuncia mais R$ 84 milhões em munições letais (mais de 40 tipos), via Processo de Inexigibilidade de Licitação nº 132/2024 com a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). Contrato inicial de R$ 42.175.690 por um ano, prorrogável. Isso supre demandas por dois anos, garantindo logística contínua.

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