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União e verdade: o caminho para superar a discórdia em Apiúna

A semana que passou foi marcada por um turbilhão de emoções e debates em nossa querida Apiúna. O estopim foi o desabafo do nosso editor, Ailton Carlos Coelho, que, no exercício de sua liberdade de expressão e preocupação comunitária, lançou luz sobre o futuro da Praça da Matriz Sant’Ana. O que se seguiu foi uma repercussão intensa, especialmente no grupo "Unidos por Apiúna", onde a força das opiniões demonstrou o quanto nossa população é zelosa por seu patrimônio. Entretanto, é preciso analisar os fatos com a sobriedade que o momento exige e colocar um ponto final nas narrativas distorcidas.
Primeiramente, é fundamental restabelecer a verdade dos fatos: este veículo de comunicação não trabalha com ilusões. A reportagem publicada na última sexta-feira, 10, foi alicerçada em bases sólidas. Tivemos acesso a documentos, croquis, mensagens de texto e áudios que refletiam as diversas opiniões em jogo. Mais do que isso, presenciamos discussões, em plena via pública — um cenário que, embora demonstre paixão, não é o mais salutar para a convivência democrática. Portanto, não houve, em momento algum, a propagação de fake news. A notícia teve amparo em fontes reais e o compromisso deste jornal é com o que é concreto.
A imagem que ilustrou nossa matéria, produzida através de inteligência artificial, cumpriu seu papel editorial: exemplificar a intenção demonstrada nos projetos discutidos. O jornalismo de opinião, direito sagrado em uma democracia livre e conservadora, utiliza-se desses recursos para facilitar a compreensão do leitor sobre o que está em pauta.
O que nos preocupa, porém, é o tom que alguns debates tomaram. Embora o grupo tenha repercutido de forma legítima, houve quem extrapolasse os limites, lançando dúvidas desnecessárias sobre membros da nossa comunidade. É preciso deixar claro: ninguém neste veículo ou em suas frentes de opinião ofendeu a honra de qualquer cidadão. Defender uma ideia ou criticar um projeto não é um ataque pessoal.
Para aqueles que falam em ódio ou, de forma ainda mais extrema, em "excomunhão", lembramos os ensinamentos maiores da nossa fé. O ódio e o rancor não provêm de Deus. Jesus Cristo, em sua infinita sabedoria, apregoou o amor inclusive para com os inimigos. Como poderíamos, então, aceitar que vizinhos e irmãos de fé se ataquem por divergências de opinião? Pessoas que rompem amizades de anos por discordâncias pontuais demonstram que, infelizmente, talvez nunca tenham compreendido o verdadeiro valor da amizade.
Precisamos resgatar a Apiúna de antes de 2004. Aquela comunidade onde a guerra política não ditava as regras e onde ninguém se sentia acima do próximo. Éramos um povo unido pelo objetivo comum de tornar nossa cidade mais bela e com qualidade de vida para todos. O momento agora não é de críticas ríspidas ou ofensas, mas de união. O Conselho Paroquial e a comunidade devem caminhar juntos na busca de soluções que preservem nossa história e viabilizem o futuro.
A liberdade de pensamento é o nosso pilar; a verdade é o nosso guia; e a união do povo apiunense é o nosso destino.
PONTO FINAL
Paca, Tatu, Cotia não!
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