OPINIÃO

O clamor pela segurança jurídica e pública

  


Santa Catarina sempre se orgulhou de ostentar índices de segurança que a diferenciavam do restante do território nacional. No entanto, os acontecimentos recentes que estampam as manchetes estaduais, desde a audácia de facções criminosas em centros urbanos até a sensação de impunidade que corrói a confiança no sistema,  exigem um posicionamento que vá além da retórica paliativa. Para o cidadão que preza pela ordem e pelos valores conservadores, a segurança não é um serviço opcional, mas o dever primário de um Estado que se pretende legítimo.

O que se observa hoje, em diversas regiões do nosso Estado, é um choque entre a eficiência das nossas forças policiais e o gargalo imposto por uma legislação penal leniente e interpretativa. O Jornal Cabeço Negro defende que a liberdade de ir e vir, pilar de uma sociedade livre, só é garantida quando o braço forte do Estado age com o rigor necessário contra aqueles que optam pela marginalidade. Não há dignidade em uma comunidade onde o trabalhador é obrigado a se enclausurar enquanto o infrator se beneficia de brechas processuais que desafiam o bom senso e a letra fria da lei.

A defesa da propriedade e da integridade física das famílias catarinenses deve ser a prioridade absoluta na agenda política, passando necessariamente pelo apoio irrestrito às instituições de segurança, mas também por um Judiciário que aplique a lei de forma objetiva, sem flertar com o ativismo que muitas vezes confunde o papel do agressor com o da vítima. A ordem pública é a base sobre a qual se constrói a prosperidade econômica e a harmonia social; sem ela, qualquer discurso sobre desenvolvimento torna-se vazio.

É preciso reconhecer que a segurança pública se faz com investimentos em inteligência e armamento, mas também com a clareza moral de que o crime deve ser punido, não administrado. O catarinense, por sua formação e cultura de respeito às leis, não aceita a importação de modelos de gestão de segurança que fracassaram em outros estados por excesso de garantismo e falta de autoridade.

Neste editorial, reafirmamos nossa crença na liberdade individual, mas lembramos que tal liberdade termina onde começa o direito do próximo. O combate à criminalidade em solo catarinense exige uma postura intransigente. O momento não pede apenas vigilância, mas uma reafirmação clara de que, nestas terras, a lei deve ser cumprida e a ordem, preservada.

Somente sob a égide de uma segurança pública robusta e de uma justiça que não vacila poderemos garantir que Santa Catarina continue sendo o porto seguro daqueles que acreditam no trabalho e no império da lei.