Brasil livre de febre aftosa

China reconhece Brasil como livre de febre aftosa em todo o território

  • Imagem divulgação - China reconhece o território brasileiro como livre de febre aftosa

Decisão anunciada após 20 anos de negociações abre mercado chinês para novos cortes de carne bovina e suína

A medida autoriza a venda de miúdos e carne com osso para o mercado chinês, setor que movimentou US$ 50 bilhões em 2025. O status sanitário unificado encerra negociações de duas décadas conduzidas pelos ministérios da Agricultura e Relações Exteriores, fortalecendo as exportações brasileiras.

O governo da República Popular da China reconheceu oficialmente, nesta terça-feira (2/6), o status sanitário de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa. O anúncio ocorreu durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, consolidando um processo de negociação diplomática que se estendia por mais de 20 anos entre as duas nações.

Impacto econômico e abertura de novos mercados

A decisão amplia as frentes de atuação do agronegócio brasileiro no maior mercado consumidor do mundo. Com o novo status, o Brasil ganha permissão para exportar produtos bovinos e suínos anteriormente restritos, como miúdos e carne com osso. Conforme dados da Agência Gov, o volume de exportações do setor para a China superou a marca de US$ 50 bilhões em 2025.

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A evolução nas tratativas sanitárias ganhou fôlego em maio de 2025, durante missão presidencial ao país asiático. Na ocasião, foi assinado o “Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”, documento que balizou o avanço técnico atual.

Esforço conjunto entre ministérios

O reconhecimento é fruto de uma ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). O diálogo constante entre as pastas e a Administração-Geral de Aduanas da China permitiu superar as barreiras técnicas que impediam a unificação do status sanitário brasileiro perante o país asiático.

Com a medida, o agronegócio nacional reforça sua competitividade e segurança jurídica nas relações comerciais com a China, estabelecendo um novo patamar para o comércio de proteína animal no mercado internacional.

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