Sequestradores presos após cativeiro e extorsão a famílias em SC
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Foto: BOPE, Reprodução - Vítimas eram mantidas em cativeiro em São José
Três jovens sequestrados no Morro do Mocotó (Florianópolis) tiveram famílias extorquidas via PIX com vídeos ameaçadores. BOPE prendeu suspeitos no Morro da Boa Vista (São José) e resgatou vítimas em Biguaçu. Drogas e cativeiro foram apreendidos. Operação destaca riscos de fraudes PIX em SC.
O que você faria se recebesse uma ligação de vídeo do celular do seu familiar, com uma arma apontada para ele e exigências de dinheiro via PIX? Esse pesadelo virou realidade para famílias de Florianópolis na semana passada. Três jovens foram sequestrados no Morro do Mocotó, na região central da capital catarinense, no domingo (4). Felizmente, a Polícia Militar agiu rápido e prendeu os responsáveis na madrugada desta quarta-feira (7). Vamos aos detalhes dessa operação que trouxe alívio a quem vive o medo constante da criminalidade urbana.
O sequestro no Morro do Mocotó
Tudo começou no último domingo (4), quando os três jovens foram levados para um cativeiro improvisado no Morro do Mocotó. Segundo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PM, os sequestradores usaram os próprios celulares das vítimas para fazer chamadas de vídeo às famílias. Nessas ligações, ameaças explícitas com arma de fogo pressionavam os parentes a transferir dinheiro via PIX – uma tática comum em extorsões modernas, que explora a rapidez do sistema bancário brasileiro.
Uma das famílias chegou a atender à exigência, realizando a transferência. Mas o que impressiona é a frieza dos criminosos: eles montaram uma estrutura de cativeiro com objetos pessoais das vítimas, além de drogas, balanças de precisão e cartões bancários. Isso indica não só sequestro, mas também tráfico de drogas no local, como confirmado pela polícia após buscas no morro.
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Por que métodos como esses funcionam tão bem para bandidos? A proximidade geográfica – tudo aconteceu na Grande Florianópolis – facilita o contato imediato e o pânico, mas também permite respostas rápidas das autoridades.
Ação Policial rápida
Na noite de terça-feira (6), a PM rastreou a conta bancária que recebeu o PIX e chegou ao esconderijo dos sequestradores no Morro da Boa Vista, em São José. Lá, os três homens foram presos em flagrante. Os jovens, por sua vez, foram encontrados em Biguaçu, também na região metropolitana. Eles contaram que os criminosos os liberaram ao perceberem a chegada da polícia – um sinal de que a operação pegou os suspeitos de surpresa.
Materiais apreendidos incluem as drogas e equipamentos de tráfico, reforçando a conexão entre sequestro e outros crimes. A ocorrência foi levada à Central de Plantão Policial de Florianópolis para os trâmites legais. Relatos iniciais, divulgados pelo NSC Total, destacam a eficiência do BOPE em operações urbanas como essa.
Na prática, ações assim mostram como o monitoramento de transações PIX pode ser uma ferramenta poderosa contra extorsões. Famílias extorquidas relatam o trauma psicológico: "É aterrorizante ver o rosto do seu ente querido em perigo", como bem resumem fontes policiais.
Implicações para a segurança em Santa Catarina
Essa prisão levanta questões importantes sobre a segurança nas áreas periféricas de Florianópolis e região. O Morro do Mocotó e a Boa Vista são conhecidos por disputas criminosas, e incidentes como esse expõem vulnerabilidades. Quantas famílias mais precisarão passar por isso até que haja investimentos em prevenção, como patrulhas reforçadas ou educação sobre golpes via PIX?
Autoridades recomendam: em casos de extorsão, não transfira dinheiro imediatamente e acione a polícia pelo 190. Dados do Banco Central mostram que fraudes via PIX cresceram 40% em 2025 em SC, segundo relatórios oficiais – um alerta para todos.
O desfecho positivo reforça a confiança na PM catarinense, mas serve de lição: a criminalidade organizada usa tecnologia a seu favor, e a sociedade precisa ficar atenta.
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