Prefeitura de Apiúna intensifica frentes de trabalho em diversos bairros
Acougueiro de Itajaí vende carro para fugir após matar colega e é preso em Indaial
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Foto: PM, Divulgação - Local onde o assassinato aconteceu na cidade de Itajaí
Açougueiro de 32 anos mata colega a facadas em frigorífico de Itajaí, vende carro para fugir e é preso em Indaial após 12h. Alegou ameaças da vítima, sem antecedentes criminais. Polícia investiga motivação em caso que abala SC.
Em um caso que abalou a comunidade de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, um açougueiro de 32 anos, natural do Paraná, matou a facadas um colega de trabalho dentro de um frigorífico no bairro Cordeiros. O crime aconteceu na manhã desta sexta-feira (16 de janeiro de 2026), por volta das 9h30, e chocou não só pelos detalhes brutais, mas pela tentativa ousada de fuga do suspeito. Menos de 12 horas depois, ele foi preso em flagrante em Indaial, a cerca de 100 km de distância. O que levou um homem sem antecedentes criminais a esse ponto? E como a polícia desmontou sua estratégia?
O crime no frigorífico: um ataque pelas costas
Tudo começou em um dia comum de trabalho no bairro Cordeiros, em Itajaí. Igor de Pádua Silva Gomes, de 32 anos e natural do Pará, também sem ficha criminal em Santa Catarina, foi surpreendido pelas costas pelo colega. O açougueiro usou uma faca para desferir os golpes fatais. Colegas de trabalho tentaram conter o agressor, mas ele se desvencilhou e fugiu do local.
Bombeiros e o Samu foram acionados rapidamente, mas Igor não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A cena transformou o açougue em um verdadeiro palco de crime, com investigadores da Polícia Civil coletando evidências. Segundo reportagem do NSC Total, o ataque foi premeditado o suficiente para o suspeito agir sem hesitação, levantando dúvidas sobre desavenças anteriores no ambiente de trabalho.
Na prática, incidentes como esse expõem riscos reais em ambientes laborais intensos, como frigoríficos, onde ferramentas cortantes são comuns. Você já parou para pensar como tensões não resolvidas podem escalar para tragédias?
A fuga frustrada: venda do carro e paradeiro revelado
Após o homicídio, o suspeito não perdeu tempo. Ele vendeu seu próprio carro em Benedito Novo, cidade vizinha, na tentativa de despistar a Polícia Militar, que já monitorava o veículo via rastreamento. Três homens foram encontrados dentro do automóvel, afirmando ter acabado de comprá-lo. Sem hesitar, eles indicaram o endereço onde o fugitivo se escondia: uma casa em Indaial.
A PM chegou ao local e, mesmo com o homem tentando fugir mais uma vez, o prendeu em flagrante. Levado para a delegacia em Blumenau, ele alegou aos militares que agiu porque "vinha sofrendo ameaças da vítima". Essa versão será investigada pela Polícia Civil, que apura se há histórico de brigas ou outros motivos por trás do crime.
Essa estratégia de venda rápida do carro mostra como suspeitos tentam se adaptar à vigilância policial moderna, mas falha quando há colaboração de terceiros. Casos assim reforçam a importância de sistemas de rastreamento e testemunhas alertas.
O que sabemos sobre vítima e suspeito
Tanto Igor quanto o açougueiro eram trabalhadores sem antecedentes em Santa Catarina, o que torna o caso ainda mais intrigante. Igor veio do Pará em busca de oportunidades, enquanto o paranaense atuava no frigorífico local. Nenhum dos dois tinha registros criminais no estado, conforme consulta aos bancos de dados policiais.
A motivação alegada de "ameaças" ainda não foi confirmada por provas concretas. A Polícia Civil de Itajaí segue com o inquérito, e o suspeito responderá por homicídio qualificado. Familiares e colegas ainda processam o luto, destacando a fragilidade das relações no dia a dia.
Implicações para a segurança no trabalho e na comunidade
Esse homicídio levanta questões urgentes: como prevenir violência em locais de trabalho com armas brancas? Órgãos como o Ministério do Trabalho recomendam treinamentos de mediação de conflitos e protocolos de segurança, especialmente em indústrias de carne. Em Santa Catarina, crimes passionais ou por rixas no emprego não são raros, mas casos sem histórico criminal como esse chamam atenção para sinais sutis de tensão.
Para a população de Itajaí e região, o episódio serve de alerta sobre a rapidez com que a polícia age hoje, graças a tecnologias e cooperação comunitária. Autoridades reforçam: denuncie ameaças antes que virem tragédia. O inquérito prossegue, e atualizações serão divulgadas conforme avançarem as investigações.
Local onde o assassinato aconteceu na cidade de Itajaí
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