Suzane von Richthofen

Suzane von Richthofen tenta liberar corpo de tio morto em SP, mas é impedida por prima

  • Suzane Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais (Foto: Reprodução) - Suzane von Richthofen tentou liberar corpo de tio encontrado morto, mas ida à delegacia foi em vão

Suzane von Richthofen tentou liberar corpo do tio Miguel Abdalla Netto, morto em SP, mas prima Carmem agiu antes. Causa segue em perícia como suspeita. Caso na mesma delegacia do crime de 2002 reacende interesse familiar. SSP confirma liberação legal.

Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, chamou atenção novamente ao comparecer a uma delegacia em São Paulo para tentar liberar o corpo de seu tio materno, encontrado morto em casa. O caso reacende curiosidade sobre a família von Richthofen, mas o foco agora está na investigação da morte de Miguel Abdalla Netto. Você já se perguntou como esses episódios familiares se conectam ao passado trágico da família?

O que aconteceu com Miguel Abdalla Netto

Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado morto na tarde de sexta-feira (9) em sua residência no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo. Ele morava sozinho, não era casado e não tinha filhos. A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita, e exames periciais, incluindo toxicologia, estão em andamento para determinar a causa exata – a principal hipótese, por enquanto, é morte natural.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo confirmou, em nota oficial, que o corpo foi liberado para inumação por uma prima da vítima, identificada como empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, de 69 anos. Ela compareceu à 27ª Delegacia de Polícia (DP), no mesmo bairro, no domingo (11) e se apresentou como parente mais próxima, obtendo autorização para retirar o corpo do Instituto Médico Legal (IML) Central. No mesmo dia, um serviço funerário levou o corpo a um cemitério.

Tentativa frustrada de Suzane na delegacia

Na sequência, entre domingo (11) e segunda-feira (12), chegou Suzane Louise Magnani Muniz – nome adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz –, acompanhada de seu advogado. Ela se identificou como sobrinha de Miguel e pediu a liberação do corpo. Porém, a SSP informou que o pedido foi indeferido, pois a providência já havia sido tomada pela prima um dia antes.

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Interessante notar que Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane e tutelado por Miguel desde os 15 anos após a morte dos pais, não compareceu à delegacia. Miguel assumira essa responsabilidade familiar após o crime de 2002, o que adiciona uma camada de proximidade ao drama.

Conexão com o passado: o crime dos Richthofen

Esse episódio ocorre na mesma 27ª DP onde, em 31 de outubro de 2002, foi registrado o duplo homicídio de Manfred Albert von Richthofen, 49 anos, e Marísia von Richthofen, 50 anos, também em Campo Belo. Suzane, então com 18 anos, planejou com o namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Christian, o assassinato dos pais a golpes de barras de ferro. Eles tentaram simular um latrocínio, mas a investigação revelou o motivo: oposição ao namoro e interesse na herança.

Andreas, com 15 anos na época, não estava em casa. Suzane cumpre pena em regime semiaberto desde 2017 e obteve progressões recentes. Fontes como G1 e NSC Total relataram os fatos com precisão, baseados em boletins da SSP e registros policiais.

O que a investigação revela até agora

A Polícia Civil segue com os laudos periciais para confirmar se houve algo além de causas naturais. Sem indícios de crime até o momento, o caso serve de lembrete sobre como mortes em domicílio exigem apuração rigorosa, especialmente envolvendo figuras públicas. Na prática, isso significa aguardar resultados toxicológicos e necrópsia para fechar o inquérito – um processo padrão que protege famílias e evita especulações.

Para quem acompanha o caso Richthofen, surge a reflexão: será que esses eventos isolados expõem fragilidades familiares antigas? A transparência da SSP reforça a confiança no sistema, priorizando parentes diretos na liberação de corpos.

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