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Suzane von Richthofen disputa herança de R$ 5 milhões do tio na Justiça

  • (Foto: Reprodução) - Tio de Suzane foi encontrado morto no último sábado (10)

Suzane von Richthofen briga na Justiça por R$ 5 milhões de herança do tio Miguel Abdala Netto, morto em 10/01. Prima Carmem liberou o corpo primeiro. Sem testamento, lei favorece sobrinhos sobre primos. Polícia investiga causa da morte em Pirassununga (SP).

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, agora enfrenta mais um capítulo familiar na Justiça. Ela disputa uma herança estimada em R$ 5 milhões deixada pelo tio Miguel Abdala Netto, encontrado morto em sua casa no último sábado, 10 de janeiro de 2026. A rival na briga é a prima de primeiro grau, Carmem Silvia Magnani. Mas o que isso significa para os envolvidos e como funciona a lei de herança no Brasil? Vamos destrinchar os fatos de forma clara.

A morte de Miguel e a disputa pelo corpo

Miguel Abdala Netto, de 76 anos, foi achado sem vida em sua residência em Pirassununga (SP), onde morava sozinho. Ele era médico, não tinha filhos, esposa, pais nem irmãos vivos. O corpo foi enterrado na terça-feira, 13 de janeiro, no cemitério local.

No final de semana da morte, houve correria na delegacia. Carmem Silvia Magnani, prima de Suzane, chegou primeiro no sábado e conseguiu autorização para liberar o corpo do Instituto Médico Legal (IML) Central. Um serviço funerário levou o corpo no domingo, 11 de janeiro. Suzane tentou no dia seguinte, acompanhada de advogado, mas a Secretaria da Segurança Pública (SSP) negou: o corpo já havia sido liberado para a "parente mais próxima", segundo nota oficial da SSP.

Leia também: Suzane von Richthofen tenta liberar corpo de tio morto em SP, mas é impedida por prima

A polícia ainda investiga a causa da morte, com exames toxicológicos em andamento, conforme reportado pelo NSC Total.

Ordem de sucessão: por que sobrinhos levam vantagem?

Sem testamento conhecido até o momento, a herança segue o Código Civil brasileiro (Lei 10.406/2002). Na ausência de descendentes, ascendentes ou cônjuge, os parentes colaterais entram em cena. Sobrinhos — como Suzane e o irmão Andreas — estão na frente dos primos de primeiro grau, como Carmem.

  • Classe 1: Irmãos (Miguel não tinha vivos).
  • Classe 2: Sobrinhos (Suzane e Andreas).
  • Classe 3: Primos.

Isso significa que, se comprovado, o patrimônio de R$ 5 milhões deve ir para os sobrinhos. Andreas, tutorado por Miguel desde os 15 anos após a morte dos pais, não apareceu na delegacia. Na prática, disputas assim vão para o inventário judicial, que pode demorar meses ou anos, dependendo de bens como imóveis, investimentos ou contas bancárias.

Você já parou para pensar como uma morte inesperada pode reacender velhas rivalidades familiares? Aqui, o laço sanguíneo define tudo, mas a Justiça decide o destino final.

Contexto familiar e o que vem pela frente

Miguel foi uma figura chave na vida dos sobrinhos. Ele assumiu a tutela de Andreas após o crime chocante de 2002, quando Suzane e Christian Cravinhos orquestraram o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen por R$ 8 milhões em seguro. Suzane cumpre pena em regime semiaberto desde 2023.

A briga agora é pública, com informações divulgadas por Ulisses Campbell, do O Globo. Carmem contesta a proximidade de Suzane, mas a lei prioriza graus de parentesco. O processo deve começar no fórum de Pirassununga ou São Paulo, avaliando bens e possíveis testamentos ocultos.

Para famílias comuns, isso serve de lição: faça testamento para evitar brigas. Consulte um advogado especializado em direito sucessório para proteger seu patrimônio — é mais simples do que parece.


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