Ciclone de 2026

Primeiro ciclone de 2026 aproxima-se do Brasil: Veja os 5 estados em alerta

  • Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Reprodução/ - Ciclone extratropical promete tempestades em cinco estados brasileiros neste fim de semana

Primeiro ciclone de 2026 atinge MS, PR, RS, SC e SP a partir de 9/1, com até 100 mm de chuva e ventos >100 km/h. Riscos: alagamentos, quedas de árvores. Monitore Inmet, prepare kit emergência e evite áreas de risco para se proteger.

Um novo ciclone extratropical, o primeiro do ano, ganha força e promete trazer temporais intensos ao Brasil a partir desta sexta-feira (9). Meteorologistas alertam para acumulados de chuva significativos e rajadas de vento fortes, afetando especialmente o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Este fenômeno climático levanta dúvidas comuns: como ele se forma, quais regiões sofrem mais e o que a população deve fazer para se proteger?

Estados na mira do ciclone

Os cinco estados mais impactados pelo primeiro ciclone de 2026 são Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Nessas áreas, espera-se chuva acumulada de até 100 mm em cinco dias, com exceção de São Paulo, onde os volumes ficam em torno de 50 mm, segundo o meteorologista Matheus Manente, da Meteored. O ciclone se forma com centro sobre o Uruguai a partir do sábado (10), após pancadas iniciais na sexta.​

  • Rio Grande do Sul e Santa Catarina: Maior risco de ventos acima de 100 km/h, alagamentos e queda de árvores, com o sistema se afastando para o Atlântico no domingo (11).​
  • Paraná e Mato Grosso do Sul: Tempestades com raios e possível transbordamento de rios durante o fim de semana.​
  • São Paulo: Chuvas moderadas, mas com potencial para transtornos urbanos.​

Já nesta quinta-feira (8), instabilidade persiste devido a frentes frias e umidade remanescente da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).​

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Como funciona um ciclone extratropical?

Ciclones extratropicais surgem da interação entre uma frente fria e uma frente quente, gerando uma área de baixa pressão que gira pela rotação da Terra. A diferença de temperaturas entre massas de ar intensifica o sistema, trazendo nuvens carregadas, ventos fortes e chuvas volumosas – na prática, isso significa rajadas acima de 100 km/h e acumulados que podem encharcar o solo rapidamente. Por que isso preocupa tanto? Porque, em áreas urbanas, volumes de 100 mm em poucos dias elevam riscos de enchentes e deslizamentos, como visto em eventos passados.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmam a formação a partir de sexta, com pico no sábado.​

Riscos e previsão detalhada

Os principais perigos incluem alagamentos, transbordamento de rios, rajadas de vento, queda de árvores, granizo localizado e interrupções no fornecimento de energia. No Sul, ventos entre 90 e 120 km/h afetam serras e litorais; no Centro-Oeste e Sudeste, foco em chuvas intensas. O tempo melhora a partir de domingo (11), com o ciclone se distanciando.​

Pergunte-se: sua região está preparada? Autoridades como Inmet e Defesa Civil emitem alertas para monitoramento constante.​

Dicas práticas para se proteger

Na prática, o primeiro passo é evitar áreas de risco como margens de rios e encostas. Monitore apps do Inmet ou Climatempo, evite dirigir em tempestades fortes e proteja estruturas externas como telhados. Em caso de ventania, fique longe de janelas e árvores. Uma dica útil: prepare um kit de emergência com lanternas, água e rádio, pois quedas de energia são comuns nesses eventos. Essas medidas, baseadas em orientações oficiais, reduzem transtornos significativamente.​

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