Maio Roxo

Maio Roxo alerta para diagnóstico precoce das doenças inflamatórias intestinais

  • Imagem ilustrativa - Diarreia e dor abdominal acendem alerta para doenças intestinais

Maio Roxo alerta para doenças inflamatórias intestinais (DIIs), como Crohn e retocolite ulcerativa, que afetam ~0,1% dos brasileiros. Sintomas: diarreia persistente, dor abdominal, emagrecimento, anemia. Diagnóstico por colonoscopia e imagem; tratamento no SUS. Priorize especialista, diagnóstico precoce e controle de fatores de risco.

O mês de maio é dedicado à campanha Maio Roxo, que visa conscientizar sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs) e a importância do diagnóstico precoce. Cerca de 0,1% da população brasileira é afetada por essas condições. A iniciativa é promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras instituições.

Campanha maio roxo e a prevalência das DIIs

Para dar visibilidade às doenças inflamatórias intestinais, a campanha Maio Roxo acontece em maio. No Brasil, aproximadamente 0,1% da população convive com essas enfermidades. O movimento enfatiza a necessidade de identificar os sintomas e buscar tratamento adequado o quanto antes.

Essas doenças, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, apresentam inflamação no intestino sem uma causa definida. Elas podem surgir em qualquer momento, mas são mais comuns em adultos entre 20 e 30 anos e em idosos entre 60 e 70 anos.

Sintomas e a importância do especialista

Durante entrevista ao programa Tarde Nacional, da Rádio Nacional Amazônia, a médica Mariane Savio, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, afirmou a necessidade de identificar e diferenciar os sintomas com auxílio médico. Ela citou que diarreia persistente por mais de quatro semanas, dor abdominal, emagrecimento e anemia devem ser investigados.

Para confirmar o diagnóstico, exames complementares são fundamentais. A colonoscopia é o principal, mas também são usados exames de imagem, como tomografia, ressonância e ultrassom, especialmente quando a doença afeta o intestino delgado.

Diferenças entre doença de Crohn e retocolite ulcerativa

Mariane Savio explicou que a doença de Crohn pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, causando aftas, acometimento do intestino fino e grosso, além de fístulas e fissuras anais. Já a retocolite ulcerativa afeta apenas o reto e o cólon, atingindo principalmente a mucosa.

Embora muitos tratamentos sejam comuns às duas doenças, alguns medicamentos são específicos para cada uma. A médica apontou que o acesso ao especialista ainda é o maior desafio para um diagnóstico rápido.

Desafios no diagnóstico e tratamento pelo SUS

Mariane Savio mencionou que, em muitos locais, há filas superiores a um ano para realizar colonoscopia, exame essencial para o diagnóstico. Essa demora pode fazer o paciente perder a chamada 'janela de oportunidade', fase em que o tratamento é mais eficaz.

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O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para o tratamento das DIIs, incluindo fornecimento de medicamentos. Em casos graves, pode ser necessária a colocação de bolsa de colostomia, dispositivo para coleta de fezes e gases.

Fatores de risco e orientações para pacientes

O aumento dos casos no mundo leva à análise de fatores de risco, como estresse, consumo elevado de alimentos ultraprocessados e tabagismo. Controlar esses aspectos pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver uma doença inflamatória intestinal.

Na ausência de especialistas, a recomendação é procurar um médico da atenção primária para garantir o diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes, evitando complicações.

Com informações agência Brasil


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