Síndrome Respiratória

Brasil registra alta de SRAG em bebês menores de dois anos

  • Imagem ilust - Brasil tem alta de Síndrome Respiratória Aguda Grave em bebês

Fiocruz aponta aumento de casos e reforça importância da vacinação, diz Tatiana Portella

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de dois anos cresceram no Brasil, liderados pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Dados da Fiocruz indicam que 41,5% dos casos recentes foram causados pelo VSR, com aumento da Influenza A e alerta para vacinação dos grupos de risco.

Conforme informado no portal agência Brasil, o aumento da SRAG em crianças pequenas ocorre em todo o país. O vírus sincicial respiratório é o principal causador da bronquiolite, que inflama as ramificações pulmonares e atinge especialmente bebês menores de dois anos. As outras faixas etárias permanecem estáveis em relação à SRAG.

Distribuição dos vírus e estados em alerta

Nas últimas quatro semanas, 41,5% dos casos de SRAG confirmados foram causados pelo VSR. Influenza A representou 27,2%, e o rinovírus, 25,5%. O boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que a Influenza A segue aumentando em três estados da Região Sul, além de Roraima e Tocantins, no Norte, e São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste.

Este tipo de vírus foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas, principalmente entre idosos. Dez unidades federativas estão em situação de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

também, 14 unidades federativas apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas. São elas: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Alerta da Organização Panamericana de Saúde e importância da vacinação

No final do mês passado, a Organização Panamericana de Saúde chamou atenção para o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, destacando Influenza A H3N2 e VSR.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a necessidade da imunização.

"A principal forma de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e influenza A é a vacinação. Por isso, é essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se vacinem"

— Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz

A vacina contra a gripe, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra o tipo A e está disponível em todo o país. A prioridade é para idosos, gestantes, crianças com menos de 6 anos, pessoas com comorbidades e grupos vulneráveis, que têm maior risco de desenvolver quadros graves.

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A vacina contra o VSR é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana para proteger os bebês após o nascimento. O SUS também fornece um anticorpo monoclonal para bebês prematuros, que possuem alto risco de complicações. Diferente da vacina, esse medicamento contém anticorpos prontos para combater o vírus.

Casos e óbitos registrados em 2026

Neste ano, foram notificados 57.585 casos de SRAG no Brasil, com 45,7% testando positivo para algum vírus respiratório. O rinovírus foi o mais prevalente, presente em 36,1% das amostras, seguido por Influenza A (26,3%), VSR (25,3%) e covid-19 (7,4%).

As proporções entre os óbitos são distintas. Foram registradas 2.660 mortes por SRAG, sendo 1.151 confirmadas laboratorialmente. Influenza A respondeu por 39,6% das mortes, covid-19 por 26%, rinovírus por 21,3% e VSR por 6,4%.


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