Amve na vanguarda: região conquista vagas chave na governança da Reforma Tributária
Santa Catarina registra 12 desaparecimentos por dia em 2025 e fica em 6º no ranking nacional
-
Foto: Redes sociais, Reprodução - Charles Gorri desapareceu em outubro em Florianópolis
Santa Catarina teve 4.317 desaparecimentos em 2025 (12/dia), 6º no Brasil e 52,73/100 mil hab. Ranking liderado por SP e MG. Crianças: 18,6/100 mil em SC. Dados Sinesp alertam para recorde nacional de 84.760 casos.
Santa Catarina chamou atenção em 2025 com números alarmantes de desaparecimentos. Imagine uma média de 12 pessoas sumindo por dia no seu estado – isso é o que mostram dados oficiais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, obtidos com exclusividade pelo g1. Ao todo, foram 4.317 casos registrados, o que coloca o estado na sexta posição no ranking nacional. Mas o que isso significa na prática para os catarinenses? Vamos destrinchar os números e o contexto para entender melhor essa realidade.
Posição de Santa Catarina no cenário nacional
Quando olhamos o volume absoluto de desaparecimentos, Santa Catarina aparece logo atrás de gigantes como São Paulo e Minas Gerais. O estado registrou 52,73 casos a cada 100 mil habitantes, ficando em oitavo lugar nessa métrica – um índice que reflete a densidade populacional e os desafios locais de segurança.
Aqui vai o ranking dos estados com mais casos em 2025, incluindo taxas por 100 mil habitantes (dados Sinesp):
- São Paulo: 20.546 casos (44,59/100 mil)
- Minas Gerais: 9.139 casos (42,72/100 mil)
- Rio Grande do Sul: 7.611 casos (67,75/100 mil)
- Paraná: 6.455 casos (54,29/100 mil)
- Rio de Janeiro: 6.331 casos (36,76/100 mil)
- Santa Catarina: 4.317 casos (52,73/100 mil)
- Bahia: 3.929 casos (26,42/100 mil)
- Goiás: 3.631 casos (48,91/100 mil)
Esses números mostram que o Sul do país concentra preocupações altas. Por quê? Fatores como turismo intenso em praias e trilhas, migração e questões urbanas em cidades como Florianópolis podem influenciar. Na prática, isso exige mais investimentos em prevenção e buscas rápidas.
Leia também: Acidente entre caminhões bloqueia BR-376 em Guaratuba nesta quarta
Casos emblemáticos que chocaram o estado
Alguns desaparecimentos ganham destaque e mobilizam a sociedade. Um exemplo recente é o do oceanógrafo americano Charles Gorri, de 7 de outubro de 2025, na região do Rio Tavares, em Florianópolis. Radicado no Brasil desde a infância, ele é educador ambiental, guia de trilhas e falante fluente de português, querido na comunidade do Sul da Ilha. Amigos usaram até drones nas buscas, mas o caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD). Histórias assim nos fazem pensar: o que leva alguém a sumir de repente, e como a comunidade pode ajudar mais?
Recorde nacional e foco em crianças e adolescentes
No Brasil todo, 2025 marcou o maior número de desaparecimentos desde 2015: 84.760 casos, ou 232 por dia – um salto em relação aos 81.406 de 2024. A taxa nacional foi de 39 casos por 100 mil habitantes. Para crianças e adolescentes, o cenário é ainda mais delicado: 23.919 registros, média de 66 por dia. Desses, 61% eram meninas (14.658 casos), 38% meninos (9.159) e 102 sem informação de sexo.
Em Santa Catarina, a taxa para esse público foi de 18,6 por 100 mil habitantes. No ranking nacional de crianças sumidas por 100 mil, Roraima lidera com 40, seguido por Rio Grande do Sul (28) e Amapá (24). Esses dados, do painel Pessoas Desaparecidas e Localizadas (com secretarias estaduais de segurança), reforçam a necessidade de campanhas educativas e sistemas de alerta mais ágeis.
Fonte: NSC Total
Charles Gorri desapareceu em outubro em Florianópolis
Governo de SC investe R$ 456 milhões em segurança em 2025: fuzis, drones e viaturas lideram gastos
Acidente entre caminhões bloqueia BR-376 em Guaratuba nesta quarta
Deixe seu comentário