Nova licitação

Nova licitação para o Parcão em Blumenau: Contrato de até 30 anos e investimentos em revitalização

  • Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo NSC Total - Pelo menos metade da área do parque deverá permanecer aberta ao público

Nova licitação do Parcão em Blumenau oferece concessão de 20 anos (prorrogáveis), com obras, manutenção e eventos pet obrigatórios. Metade da área livre ao público. Propostas em 11/02, outorga mínima R$1 mil/mês. Equilíbrio entre revitalização e acesso comunitário.

A Prefeitura de Blumenau acaba de lançar uma nova tentativa de concessão do Parque dos Animais Dra. Lúcia Sevegnani, conhecido como Parcão. Localizado nos fundos do Super A, próximo ao Terminal da Fonte, o espaço precisa de revitalização urgente. Desta vez, o edital promete atrair investidores com um contrato mais longo e regras claras. Mas o que isso significa na prática para donos de pets e moradores da região? Vamos destrinchar os principais pontos.

O que muda no novo edital de concessão

Após uma licitação fracassada em 2023, a prefeitura ajustou as regras para tornar o negócio mais viável. O grande destaque é o prazo de concessão de 20 anos, que pode ser prorrogado por mais 10 anos, totalizando até 30 anos de exploração pela iniciativa privada.

Essa extensão ajuda a diluir os custos iniciais, especialmente os investimentos em infraestrutura. Imagine transformar um parque desgastado em um ponto moderno de lazer para animais e famílias – é isso que o edital exige da empresa vencedora.

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Propostas serão abertas e conhecidas no dia 11 de fevereiro. O processo ocorre pelo site oficial da prefeitura, garantindo transparência.

Obrigações da empresa vencedora

A vencedora não pode apenas lucrar; ela assume responsabilidades concretas para melhorar o Parcão. Veja o que o edital determina:

  • Obras de infraestrutura: reformas gerais no espaço, com investimentos que podem ser abatidos do pagamento mensal à prefeitura.
  • Limpeza, segurança e manutenção: diária e contínua, para um ambiente seguro e limpo.
  • Ações educativas e eventos: programas sobre bem-estar animal e convivência comunitária, promovendo visitas guiadas ou workshops gratuitos.

O parque deve funcionar pelo menos 8 horas por dia, 6 dias por semana, garantindo acessibilidade constante.

Na contrapartida, a empresa explora comercialmente metade da área com atividades pet: venda de produtos, serviços especializados e até uma piscina para bichinhos. O valor mínimo da outorga – como um "aluguel" do espaço – é de R$ 1 mil mensais.

Metade do espaço fica livre: Benefícios para a comunidade

Uma regra essencial preserva o caráter público do Parcão. Metade da área permanece com acesso livre, incluindo banheiros e mobiliário urbano como bancos e lixeiras. Isso responde a dúvidas comuns: o parque não vira um "clube privado". Donos de cães sem recursos para serviços pagos ainda terão onde passear.

Para quem frequenta o local, isso pode significar um espaço mais atrativo. Já pensou em levar seu pet para uma piscina segura ou eventos educativos sem custo extra? A iniciativa equilibra lucro privado com uso coletivo, algo que parques como esse em outras cidades.

Por que essa licitação pode dar certo desta vez?

O fracasso de 2023 veio de prazos curtos e custos altos iniciais, segundo relatos da prefeitura. Agora, com 20 anos de contrato e abatimento de investimentos, o modelo atrai mais interessados. Dados do Tribunal de Contas de Santa Catarina mostram que concessões longas em espaços públicos aumentam em 40% a atratividade para licitações semelhantes.

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