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Ministério Público denuncia adultos por arrastão em loja de motos de Itajaí
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Foto: Reprodução - Ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento
Ministério Público denuncia dois adultos por furto, associação criminosa e corrupção de menores em arrastão a loja de motos em Itajaí (SC). 12 veículos de R$ 230 mil recuperados pela PM. Pelo menos oito jovens ainda foragidos. Investigação revela planejamento prévio.
Você já parou para pensar como um crime pode parecer impulsivo, mas na verdade ser fruto de um planejamento frio? Em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, um arrastão em uma loja de motos expôs isso de forma clara. No dia 13 de janeiro, um grupo invadiu o estabelecimento e fugiu com 12 veículos avaliados em mais de R$ 230 mil. A boa notícia? Todos foram recuperados em poucas horas. Mas o que chama atenção é a ação judicial que veio depois: denúncias por furto, associação criminosa e até corrupção de menores.
O que aconteceu no arrastão da Avenida Osvaldo Reis
Tudo ocorreu na madrugada do dia 13 de janeiro, na loja localizada no bairro Fazenda, Avenida Osvaldo Reis. O grupo, composto por pelo menos 14 pessoas – dois adultos e 12 adolescentes ou jovens –, quebrou as vitrines de vidro e levou as motos que estavam expostas com a chave na ignição. As imagens das câmeras de segurança capturaram cada detalhe: a invasão rápida, a divisão de tarefas e a fuga em massa.
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Segundo a investigação da Polícia Civil, divulgada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os criminosos fizeram um levantamento prévio da área. Isso sugere que não foi um ato aleatório, mas uma operação articulada. "Eles planejaram tudo, inclusive com divisão de funções", aponta o relato oficial. Quatro adolescentes foram apreendidos na hora, enquanto os dois adultos, que ainda estão presos, coordenavam parte da ação.
Denúncias do Ministério Público e a gravidade do caso
O MPSC não deixou passar batido. Os dois maiores de idade foram denunciados formalmente por furto qualificado e associação criminosa. Além disso, enfrentam acusação de corrupção de menores, por envolverem adolescentes no esquema. Os quatro menores apreendidos respondem por ato infracional equivalente aos mesmos crimes.
Pelo menos outros oito jovens que participaram do arrastão ainda não foram identificados, o que mantém a investigação em andamento. A promotora Micaela Cristina Villain, responsável pelo caso, destacou a seriedade: "Não se trata de um crime isolado, mas de uma ação articulada, com divisão de funções e envolvimento de adolescentes, o que evidencia a gravidade dos fatos e a necessidade de uma resposta firme do Estado".
Essa declaração, extraída diretamente do comunicado do MPSC, reforça por que casos assim preocupam as autoridades. Envolver menores não só agrava as penas para os adultos, mas levanta questões sobre redes criminosas que exploram jovens vulneráveis.
Resposta rápida da Polícia Militar e recuperação das motos
A Polícia Militar de Itajaí agiu com eficiência. Logo após o alarme disparar, guarnições cercaram a região e, em poucas horas, localizaram todas as 12 motos abandonadas. Isso evitou prejuízos maiores ao dono da loja, que viu seu estoque intacto graças à rapidez das forças de segurança.
Na prática, ações como essa mostram o valor da tecnologia – câmeras de segurança – e da coordenação policial. Mas também expõem vulnerabilidades: motos com chave na ignição facilitam furtos. Para lojistas, uma lição prática é reforçar a segurança noturna, como alarmes conectados diretamente à PM e vitrines mais resistentes.
Implicações para a segurança em Itajaí e região
Casos de arrastão como esse não são isolados em Santa Catarina. Eles levantam debates sobre prevenção: como cidades litorâneas, com alto fluxo turístico, podem equilibrar comércio e segurança? O envolvimento de menores sugere a necessidade de políticas sociais mais fortes, como programas de prevenção ao crime juvenil.
Para os moradores de Itajaí, isso serve de alerta: denuncie suspeitas e apoie investimentos em policiamento ostensivo. O MPSC e a PM mostram que a resposta estatal existe, mas a identificação dos foragidos depende de informações da comunidade. Você, que mora na região, já viu algo parecido? Reflita: a união entre cidadãos e autoridades pode mudar esse cenário.
Ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento
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