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Justiça marca júri de acusados por auxiliar no assassinato de Ana Beatriz Schelter

  • Foto: Luciano Cerin/NDTV RECORD/ND Mais - Caso Ana Beatriz: julgamento de ‘comparsas’ por trás de assassinato brutal de menina ganha data em SC

Julgamento dos dois homens que teriam colaborado com o crime em Rio do Sul ocorrerá em junho, dez anos após a morte da menina de 12 anos.

O julgamento dos cúmplices do assassinato de Ana Beatriz Schelter, ocorrido em Rio do Sul, foi agendado para 25 de junho em Florianópolis. O caso, que completa uma década, envolve acusações de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual contra três réus.

Julgamento e datas definidas

O Tribunal do Júri para os dois homens acusados de auxiliar no assassinato de Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, foi marcado para o dia 25 de junho, em Florianópolis. O crime, que completou dez anos em março, ocorreu em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Segundo o portal ND Mais, a decisão de realizar o julgamento na capital atende a um pedido da defesa para garantir a imparcialidade do processo.

O principal acusado pelo estupro e pela morte da menina, que está preso preventivamente desde 2020, enfrentará o Tribunal do Júri antes dos comparsas, no dia 12 de maio, também em Florianópolis.

Relembre o caso que chocou o Alto Vale

Ana Beatriz Schelter desapareceu em março de 2016 ao sair de casa para ir à escola, em um trajeto de aproximadamente 2 km. Câmeras de monitoramento de uma empresa vizinha registraram as últimas imagens da menina com vida. O corpo foi localizado na manhã seguinte, dentro do baú de um caminhão em uma empresa de locação de banheiros químicos, às margens da BR-470, a menos de 3 km de sua residência.

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A vítima foi encontrada com uma corda no pescoço, em uma tentativa de simular suicídio. No entanto, laudos oficiais do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) comprovaram que a causa da morte foi perda de sangue decorrente de estupro, seguido de asfixia por esganadura.

Denúncia e participação dos envolvidos

Conforme a denúncia apresentada pelo MPSC em maio de 2020, o mentor do crime era um conhecido da família que frequentava a mesma igreja da vítima. Ele teria oferecido carona para a menina enquanto estava acompanhado de um comparsa. Os três homens respondem por diferentes papéis no crime:

  • Mentor: Preso desde fevereiro de 2020, responde por estupro de vulnerável e homicídio qualificado. Pode pegar mais de 60 anos de prisão.
  • Comparsa no carro: Responde em liberdade por estupro de vulnerável e homicídio qualificado.
  • Responsável pela ocultação: Funcionário da empresa onde o corpo foi achado, é acusado de fraude processual qualificada por montar a cena do crime e acionar a polícia. Responde em liberdade.


Mudança de foro

O júri popular estava previsto para 29 de outubro, em Rio do Sul, mas foi suspenso pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Os advogados argumentaram que a forte repercussão e a comoção social na cidade poderiam influenciar o veredito dos jurados locais. Com isso, o julgamento foi transferido para Florianópolis.

Canais para denúncia de violência contra menores, como o Disque 100 e o 190 da Polícia Militar, seguem disponíveis para registros de negligência ou abuso de forma anônima.