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Estrutura de 260 metros, inaugurada em 1954, recebe intervenções de infraestrutura e limpeza para integrar novos roteiros de turismo histórico no Vale do Itajaí

Um dos mais imponentes marcos da engenharia ferroviária catarinense está sendo resgatado do isolamento. A Prefeitura de Apiúna, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, deu início ao processo de revitalização do túnel ferroviário localizado entre os bairros São Pedro e Ribeirão Carvalho. A estrutura, pertencente à extinta Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC), passa por uma intervenção que inclui a limpeza técnica da abóbada, desobstrução de acessos, macadamização do leito e a abertura de novas vias de circulação, visando a segurança e a acessibilidade de visitantes.
Com uma extensão de 260 metros, o equipamento detém o título de maior túnel de toda a malha da EFSC. Sua execução, iniciada na década de 1950, demandou dois anos de complexos trabalhos de engenharia, culminando na inauguração oficial em 13 de novembro de 1954. À época, o túnel foi a solução técnica definitiva para mitigar a severa inclinação do relevo local, otimizando o torque das locomotivas e assegurando a integridade das composições que transportavam as riquezas da região.
Após o encerramento das operações da ferrovia em 1971, o túnel sucumbiu à ação do tempo e ao avanço da vegetação, permanecendo oculto por mais de cinco décadas. O atual projeto de recuperação não apenas limpa a estrutura física, mas reabilita o patrimônio histórico-cultural do município.
Segundo Marcelo Doutel da Silva, prefeito de Apiúna, a meta é consolidar o local como um ativo turístico estratégico, preservando a identidade ferroviária que foi o motor do desenvolvimento econômico de Apiúna e de todo o Vale. A integração da estrutura a roteiros culturais regionais promete atrair entusiastas da história e fomentar a economia local através do turismo de contemplação e memória.
CURIOSIDADES
Contam os antigos que a cruz de ferro colocada ao alto do Morro da Cruz, em São Pedro, foi uma promessa dos trabalhadores da ferrovia. “Se não houvesse mais mortes levariam até o alto do morro a cruz.”
Outro fato é que desde 1998 vários secretários de turismo solicitaram a abertura com projetos até mais audaciosos que incluíam tráfego de ônibus, mas nenhum prefeito anterior quis enfrentar o empresário que se dizia dono desta propriedade federal que está sob os cuidados do município.
Texto fonte de Alexandro Souza. Fonte das informações: Arquivo histórico Theobaldo Costa Jamundá de Indaial, e do memorialista e fotógrafo: Willian Klaumann de Apiúna
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