TIA FIFI

Pegou fogo

  

Gente do céu, mas que segunda-feira de "incêndio no parquinho" foi essa? O boato correu todas as bocas-de-Matilde e até a alguns vereadores, mas que se isentaram. “A Praça da Igreja, o coração da nossa Apiúna, viraria um centro comercial com estacionamento.” Olha, eu quase caí da janela com tamanha audácia!

Que-ri-dos, o meu editor quase teve um treco e soltou um áudio num grupo de WhatsApp que me deixou até preocupada. Achei que o homem ia morrer de tão nervoso. Eu sempre soube que ele luta pela preservação da nossa cultura, mas desse jeito? Nunca vi.

A conversa pegou fogo e se espalhou pela cidade. Uns poucos defendem, dizendo que a Igreja faz e desfaz porque é proprietária, mas a maioria — a gente que ama esta terra — é visivelmente contra. Outros, como sempre, ficaram em cima do muro, só espiando.

Nossa, eu nunca vi um absurdo igual! Uma praça que é símbolo da cidade por mais de 70 anos ser ocupada por comércio? Já fizeram do centro catequético salas comerciais e agora querem a praça. Olha, desse jeito daqui a pouco vira uma Aparecida cheia de camelôs. Tudo transformado em negócio. Confesso que me decepcionei com algumas pessoas que deveriam proteger nossa história, mas preferem o lucro.

Deixo aqui uma passagem da Bíblia para que vocês, meus que-ri-dos, possam refletir: "Jesus entrou no templo e expulsou todos os que estavam vendendo e comprando. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e lhes disse: ‘Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração, mas vocês estão fazendo dela um covil de ladrões’." (Mateus 21:12-13).

Fui!