Alerta de chuvas fortes em SC: Defesa Civil orienta população
Ciclone no Sudeste: rota, horários da chuva forte e riscos em SP, RJ e MG
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Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo DC - Previsão indica que o sistema irá se deslocar gradualmente para alto mar, intensificando-se ao longo dos próximos dias, conforme a Defesa Civil
Um ciclone se forma no litoral do Sudeste a partir de sexta (30) e organiza chuva intensa em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas. Volumes podem superar 100 mm em 24 horas, com risco de granizo, alagamentos e deslizamentos, segundo o Inmet.
Ciclone no Sudeste: veja a rota, quando ele passa por cada estado e quais os riscos
Um ciclone previsto para se formar no Sudeste a partir de sexta-feira (30) vai reorganizar a chuva em boa parte do país, com foco em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, trazendo volumes que podem passar de 100 mm em 24 horas em algumas áreas. Entender a rota desse sistema e o que ela significa na prática ajuda moradores a se prepararem para possíveis alagamentos, deslizamentos e transtornos no trânsito.
Quando o ciclone se forma e por quanto tempo atua
O sistema começa a se organizar na sexta-feira (30), no litoral da região Sudeste, em área de contraste entre o ar quente e úmido que domina o interior e uma massa de ar mais frio no oceano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a atuação do ciclone deve se estender até o início da próxima semana, mantendo um “corredor” de umidade entre o Espírito Santo e Mato Grosso e favorecendo períodos de chuva intensa e contínua.
Na prática, isso significa que não se trata de um evento de apenas poucas horas, mas de um sistema que pode manter dias seguidos de instabilidade, com risco de solo encharcado, rios cheios e maior probabilidade de deslizamentos em áreas de encosta. Em situações assim, pequenos temporais diários, somados, costumam ser tão preocupantes quanto uma única tempestade muito forte.
Qual é a rota do ciclone e como a chuva se desloca sexta-feira (30)
Na sexta-feira, o ciclone se forma no litoral dos estados do Sudeste e começa a organizar áreas de instabilidade que atingem principalmente São Paulo e o sul de Minas Gerais, com reflexos também no estado do Rio de Janeiro. As áreas da Serra da Mantiqueira devem registrar os maiores acumulados, com previsão de chuva que pode superar 100 mm em 24 horas, enquanto o litoral paulista pode somar mais de 60 mm em curto período.
Na cidade de São Paulo, o sistema aumenta bastante o risco de tempestades ao longo do dia, com possibilidade de raios, rajadas de vento e queda de granizo em grande parte do estado paulista. Municípios vizinhos em Minas Gerais, especialmente no Triângulo Mineiro, também entram na rota das tempestades, com potencial para chuva intensa em pouco tempo.
Sábado (31): núcleo de chuva entre Triângulo Mineiro e Rio de Janeiro
No sábado, a área de maior instabilidade se desloca e se concentra entre o Triângulo Mineiro e o estado do Rio de Janeiro, ainda sob influência direta do ciclone. Nessa faixa, são esperados acumulados que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas em pontos isolados, o que eleva o risco de enxurradas, alagamentos e transtornos urbanos em cidades de médio e grande porte.
Ao mesmo tempo, há previsão de tempestades localizadas entre o norte de Santa Catarina, o leste do Paraná e o sul de São Paulo, reflexo de bandas de instabilidade associadas ao sistema. Embora essa área esteja fora do eixo principal do ciclone, tempestades mais fortes podem ocorrer de forma pontual, especialmente entre a tarde e a noite.
Início da próxima semana: enfraquecimento gradual, mas com canal de umidade
Até o início da próxima semana, a tendência é que o ciclone comece a perder força, mas ainda mantenha um canal de umidade entre o litoral do Sudeste e parte do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso. Esse padrão ajuda a manter a chuva frequente, muitas vezes em forma de pancadas, mesmo depois da fase mais intensa do sistema.
Para quem vive em encostas, margens de rios ou áreas que já costumam alagar, o risco maior aparece justamente quando a chuva não dá trégua: o solo satura, pequenas encostas cedem com mais facilidade e qualquer nova tempestade encontra o terreno mais vulnerável.
Impactos esperados em cada estado São Paulo
Em São Paulo, o ciclone favorece a formação de tempestades na sexta-feira, com atenção especial para a capital e o interior. O Inmet alerta para possibilidade de queda de granizo em grande parte do estado, além de rajadas de vento e chuva forte em curto intervalo de tempo.
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No litoral paulista, os volumes podem ultrapassar 60 mm, com risco de alagamentos em áreas baixas, elevação momentânea de córregos e possibilidade de deslizamentos em morros e encostas ocupadas. Na Serra da Mantiqueira, que envolve trechos de São Paulo e Minas Gerais, os acumulados podem superar 100 mm, o que torna o relevo íngreme ainda mais sensível a desmoronamentos.
Rio de Janeiro
Para o Rio de Janeiro, a fase mais crítica se concentra entre sábado e o início da próxima semana, quando a área de instabilidade organizada pelo ciclone se desloca mais para leste. A previsão é de acumulados que podem superar 100 mm em 24 horas em pontos isolados, incluindo áreas metropolitanas e regiões serranas fluminenses.
Nessas situações, a combinação de relevo acidentado, alta densidade urbana e drenagem limitada aumenta o risco de deslizamentos, quedas de barreira em rodovias e alagamentos em vias movimentadas. Em cidades com histórico de enchentes, como pontos da Baixada Fluminense, qualquer chuva acima da média em curto período já é suficiente para causar transtornos significativos.
Minas Gerais (sul e Triângulo Mineiro)
Em Minas Gerais, os refletores se dividem entre o sul do estado e o Triângulo Mineiro. Na sexta-feira, o sul de Minas, especialmente áreas ligadas à Serra da Mantiqueira, pode registrar volumes acima de 100 mm, o que coloca cidades serranas em alerta para deslizamentos e enxurradas em vales estreitos.
No sábado, a área de instabilidade ganha força entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com chuva volumosa e tempestades em pontos isolados. Para a população, isso significa atenção redobrada a inundações rápidas em áreas urbanas e dificuldades em estradas e rodovias, sobretudo em trechos próximos a rios e córregos.
O que é esse ciclone e por que ele provoca tanta chuva
O fenômeno previsto para o Sudeste é um ciclone que se forma no litoral, um sistema de baixa pressão atmosférica em que o ar sobe e favorece a formação de nuvens carregadas. Ao se organizar sobre o oceano próximo ao continente, ele intensifica o transporte de umidade do mar para o interior, criando um ambiente propício para tempestades e chuvas persistentes.
Na prática, o que faz a diferença é a combinação de fatores: ar muito quente e úmido vindo da Amazônia e do interior, encontro com o ar mais frio no oceano e a circulação dos ventos em torno do centro do ciclone. Esse “giro” organiza as nuvens, concentra a chuva em determinadas faixas e, em alguns casos, fortalece tempestades isoladas com raios, rajadas de vento e granizo.
Recomendações do Inmet e cuidados para a população
Segundo os avisos do Inmet, a previsão de chuvas acima de 100 mm em 24 horas, com possibilidade de granizo e rajadas de vento, pede atenção máxima de moradores em áreas de risco. Em cenários assim, autoridades recomendam que a população:
- Evite áreas sujeitas a alagamentos e não atravesse ruas ou pontes inundadas, mesmo a pé.
- Fique atenta a sinais de deslizamento, como rachaduras novas em paredes e pisos, portas emperrando ou barulhos incomuns no terreno.
- Não se abrigue debaixo de árvores durante tempestades com raios e evite manter aparelhos eletrônicos ligados na tomada em momentos de descargas intensas.
- Acompanhe os avisos atualizados do Inmet e das defesas civis locais, que indicam o grau de perigo em cada região e podem emitir alertas de emergência.
Uma dica útil, especialmente em dias com previsão de chuva forte, é planejar deslocamentos com antecedência, evitando horários de pico em que a combinação de trânsito intenso e alagamentos costuma causar grandes congestionamentos nas capitais.
Fonte: NSC Total
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