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Bombeira se fere em queda durante incêndio em empresa de Rio do Sul (SC)
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Foto: Bombeiros Militares, Divulgação - Bombeira fica ferida ao cair de telhado durante combate a incêndio em SC
Bombeira comunitária fraturou braço ao cair de telhado de 3m durante incêndio em silo de serragem em Rio do Sul (SC), nesta segunda (26). Atendida por colegas e Samu, passou por cirurgia. Combate durou 2h; rescaldo, 6h. Lições sobre riscos e EPIs em operações.
Na manhã de segunda-feira (26), uma bombeira comunitária de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí (SC), sofreu uma queda de cerca de três metros de um telhado enquanto combatia um incêndio em uma empresa madeireira. O acidente chocou colegas e reforça os riscos inerentes ao trabalho de resgate. Mas o que exatamente aconteceu? E como os bombeiros lidam com situações assim no dia a dia?
O que motivou o chamado dos bombeiros
Tudo começou por volta das 8h, quando os Bombeiros Militares de Rio do Sul foram acionados para um incêndio em um silo de armazenagem de serragem na empresa madeireira. Ao chegarem ao local, os socorristas confirmaram chamas intensas no silo, um depósito comum em indústrias que processam madeira e gera poeira altamente inflamável.
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O combate às chamas foi imediato e durou cerca de duas horas, segundo relato oficial da corporação. Equipes usaram água e espuma para conter o fogo, evitando que se espalhasse para outras estruturas. Depois, veio a etapa de esvaziamento do silo, que levou mais seis horas de trabalho árduo. Felizmente, não houve outras vítimas ou danos maiores à empresa.
Você já parou para pensar no quanto a serragem pode ser perigosa? Esse material fino, como pó de madeira, acumula e pode incendiar com faíscas mínimas, algo comum em ambientes industriais. Fontes como o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina destacam que incêndios em silos representam um desafio recorrente no estado.
O acidente com a bombeira e o atendimento rápido
Durante a operação, a bombeira comunitária – voluntária que apoia os militares em ações locais – subiu ao telhado para melhor acessar o foco do incêndio. Apesar de usar todos os equipamentos de proteção individual (EPI), como capacete, cinto e botas antichama, ela escorregou e caiu de uma altura aproximada de três metros.
O impacto resultou em fratura no úmero do braço direito, um osso do ombro. Colegas a atenderam no local com os primeiros socorros, e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado. Consciente o tempo todo, ela foi levada ao Hospital Regional de Rio do Sul, onde passou por cirurgia bem-sucedida. A corporação informou que ela está em recuperação e deve voltar ao trabalho em breve.
Na prática, quedas de altura são um dos acidentes mais comuns em operações de bombeiros, representando cerca de 20% dos ferimentos, conforme dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) em relatórios anuais de 2024. Isso nos faz refletir: mesmo com EPIs de ponta, fatores como fadiga, superfícies escorregadias por fuligem ou urgência do resgate podem complicar tudo.
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