Feriado de Tiradentes altera serviços funcionamento dos públicos em Rodeio
O pequeno mosquito que fez moradores em SC se 'trancarem' em casa e usarem casacos no calor de 30°C
-
Foto: Fiocruz - Mosquito maruim transmissor da febre Oropouche
Inseto minúsculo causa irritação na pele e pode transmitir a Febre do Oropouche; prefeitura de Ilhota prepara ações de controle.
O mosquito maruim tem gerado incômodos em moradores de Ilhota e Luiz Alves, em Santa Catarina. O inseto é minúsculo, mas sua picada causa forte irritação e pode transmitir a Febre do Oropouche. A administração municipal de Ilhota busca contratar serviços especializados para conter a infestação.
Destaques sobre a infestação
- Tamanho reduzido: O maruim mede até três milímetros, sendo 12 vezes menor que o mosquito da dengue.
- Riscos à saúde: A picada causa ardência e pode transmitir a Febre do Oropouche, que não possui tratamento específico.
- Causas ambientais: O acúmulo de matéria orgânica e atividades agrícolas, como o cultivo de banana e arroz, favorecem a reprodução.
- Ações municipais: A prefeitura de Ilhota está em processo de contratação de uma empresa para realizar o controle do inseto.
Presença do maruim no Vale do Itajaí
Conforme apuração original do portal G1 SC, a prefeitura de Ilhota informou na última quarta-feira (8) que está implementando medidas para enfrentar a endemia do inseto maruim. O mosquito, que atinge no máximo três milímetros, tem causado transtornos à população local e também na cidade vizinha, Luiz Alves, devido à coceira e irritação provocadas por suas picadas.
De nome científico Culicoides paraensis, o maruim é significativamente menor que outros insetos comuns. Segundo dados do Ministério da Saúde, ele é 12 vezes menor que o transmissor da dengue e 20 vezes menor que o pernilongo comum. Especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alertam que, além do incômodo imediato, o inseto pode transmitir patógenos.
Riscos da Febre do Oropouche
A principal preocupação de saúde pública relacionada ao maruim é a transmissão da Febre do Oropouche. Os sintomas da doença são parecidos com os da dengue e da chikungunya, envolvendo dores de cabeça, musculares e nas articulações, além de náuseas e diarreia. Essa semelhança pode dificultar o diagnóstico médico inicial.
Leia também: Carro cai no mar da Avenida Beira-Mar Norte após acidente em Florianópolis
Atualmente, não existe um tratamento específico para a Febre do Oropouche. Em casos confirmados, a recomendação médica padrão inclui repouso, acompanhamento profissional e cuidados para aliviar os sintomas apresentados pelo paciente.
Causas da proliferação e medidas de controle
De acordo com a Epagri, o maruim se prolifera em locais com alta concentração de matéria orgânica em decomposição e umidade, como brejos e pântanos. Em Ilhota, fatores climáticos e a forte atividade agrícola, especialmente as plantações de arroz e banana, criam o ambiente ideal para o desenvolvimento das larvas do inseto.
Para combater o problema, a Secretaria de Saúde de Ilhota informou que um processo administrativo para a contratação de uma empresa especializada está em andamento. A expectativa é que a empresa selecionada utilize metodologias semelhantes às aplicadas em Luiz Alves, que já é considerada uma referência regional no enfrentamento dessa infestação.
Mosquito maruim transmissor da febre Oropouche
Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026
Protocolo para estadualização do Hospital São José em Joinville depende de nova organização social
Deixe seu comentário