TIA FIFI

Eita, que farra!

  

Que-ri-dos lei-to-res!!!

Eu fico aqui na janela espiando todo o movimento e conversando com uma e com outra pessoa nas minhas andanças diárias, e o que a gente vê por aí deixa qualquer cidadão de bem revoltado. O povo da nossa terra rala de sol a sol, trabalha muito duro, paga uma verdadeira dinheirama de imposto e o dinheiro público vai direto para o ralo por causa de gente que devia dar o bom exemplo trabalhando sério.

Amigas, o que tem de servidor público que vive escorado em atestado médico hoje em dia não está no gibi. Isso acontece pelo Brasil afora e aqui na nossa cidade não é diferente, infelizmente. Tem funcionário público que, se a gente somar direitinho os dias passados em casa, tem quase mais tempo de atestado do que de trabalho efetivo dentro da repartição. É uma vergonha, meus que-ri-dos! Uma total falta de respeito com quem produz de verdade.

O pior de tudo é que a gente sabe muito bem como essa banda toca. Normalmente esse povo encostado já tem pouca qualificação, entrou por concurso e fica se segurando na estabilidade porque sabe que dificilmente vai ser demitido do cargo. Aí, quando aparece aquela tarefa um pouco mais difícil, um serviço que exige mais dedicação e que a criatura simplesmente não entende, o que ela faz? Corre conseguir um atestado qualquer e não vem trabalhar, empurrando todo o serviço acumulado para as costas dos colegas que são honestos.

Gente, cadê a lei ou a boa vontade dos nossos mandatários públicos para acabar com essa farra toda? Quem falta desse jeito não poderia jamais receber função gratificada na prefeitura. Tinha que ser colocado direto no encosto do INSS para ver se o bolso sentia o peso. Quem paga o salário dessa gente é o trabalhador que acorda cedo na labuta, e todo funcionário precisa fazer jus ao dinheiro que recebe no final do mês.

Pronto, falei!

Fui