TIA FIFI

Olha o frio...

  

Olá, meus que-ri-dos!!!

Que semana foi essa? Minha nossa senhora, os termômetros aqui em Apiúna marcaram dois graus positivos na madrugada de quinta-feira. Gente, eu achei que ia congelar assistindo à minha novela. Tive que tirar todos os casacos pesados do armário e me enfiar debaixo de duas cobertas grossas para conseguir ver a televisão. Quem me acompanha sabe que eu não perco o movimento da rua pela minha janela, mas com esse frio, confesso que passei mais tempo vigiando a vizinhança bem agasalhada, com uma xícara de café quente na mão.

Sabe, o frio cortante da madrugada só não foi maior que o calor do nosso povo na 27ª TangeFest. Que festa linda, minha gente. Que orgulho ver Apiúna receber tanta gente de fora com tanta ordem, segurança e uma estrutura daquela.

Amigas, o prefeito Marcelo e toda a comissão estão de parabéns. Mais de vinte mil pessoas passaram por lá, a economia girou e os nossos comerciantes faturaram como nunca. O ponto alto para mim, que me fez chorar na arquibancada da Arena Show, foi ver a pequena Alice no palco ao lado do cantor Luan Pereira. Uma menina de apenas sete anos, tão guerreira, vencendo a leucemia e cantando junto com o artista diante de milhares de famílias. Essas coisas mostram o verdadeiro valor da nossa comunidade, a força de uma gente rústica e batalhadora que faz a nossa cidade prosperar.

Olha, esse mesmo povo trabalhador que celebrou unido no final de semana agora enfrenta uma onda de preocupação que infelizmente não vem do clima, mas do sensacionalismo. Toda essa movimentação positiva da nossa economia esbarra no pânico que a grande mídia tenta plantar com as previsões do tal fenômeno El Niño. Sabem, meus que-ri-dos, eu pessoalmente não acredito em metade do que aquela gente da televisão fala, e fico indignada ao ver nossos agricultores e as famílias que moram perto de áreas alagáveis em completo desespero por puro alarmismo. Grandes especialistas de verdade já andam alertando que a realidade não é esse fim do mundo pintado pelos canais de TV para conseguir audiência. Uma coisa é as prefeituras e governo fazerem o papel deles de prevenção, o que está certíssimo, mas outra bem diferente é essa manipulação psicológica. Povo amedrontado fica fraco e aceita qualquer cabresto de cabeça baixa. O homem do campo precisa de paz e segurança real para trabalhar a terra, e não de paranoia importada de fora.

Vou ficando por aqui, minha gente, porque preciso reforçar as cobertas antes que o frio aperte de vez.

Fiquem bem, cuidem dos seus e até a próxima semana.

Fui.