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O susto e a fé do padre de Itajaí em Israel durante os ataques ao Oriente Médio
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Foto: Reprodução, Comunidade Divino Oleiro - Grupo de brasileiros no mar da Galiléia horas antes da guerra no Oriente Médio
Após momentos de pânico em abrigos, caravana catarinense consegue atravessar a fronteira egípcia em busca de segurança
Dezessete peregrinos catarinenses, liderados pelo padre Márcio Vignoli, deixaram a Terra Santa sob bombardeios em março de 2026. O grupo buscou refúgio no Egito após ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã resultarem em centenas de mortes e interrupção de atividades religiosas.
Do altar para os abrigos antiaéreos
O que deveria ser uma jornada de renovação espiritual transformou-se em um teste de resiliência e fé. O padre Márcio Alexandre Vignoli, pároco da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, em Itajaí, viveu momentos de angústia ao lado de 16 fiéis de Santa Catarina. O grupo participava de uma peregrinação à Terra Santa quando foi surpreendido pela escalada militar que atingiu o Irã.
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No sábado (28), enquanto o sacerdote celebrava a missa entre as pedras históricas das ruínas de Cafarnaum, o som sagrado das orações foi interrompido por um estrondo ensurdecedor. — Ouvimos o sinal, a sirene estava muito forte e tivemos que sair no meio da celebração para os abrigos, e assim foi durante todo o sábado — relatou o padre Márcio em suas redes sociais.
A fuga pelo deserto do Sinai
Com o agravamento dos ataques promovidos por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, a caravana precisou ser interrompida. Segundo a Comunidade Divino Oleiro, os peregrinos são residentes de Florianópolis e Balneário Camboriú. Eles haviam chegado a Israel na sexta-feira (27), após a viagem ter sido adiada desde dezembro de 2025 devido à instabilidade na região.
A jornada para a segurança envolveu uma logística complexa:
- Domingo (1º): Travessia da fronteira de Israel para o Egito.
- Segunda-feira (2): Travessia pelo deserto do Sinai.
- Terça-feira (3): Chegada ao Cairo e celebração de gratidão às margens do Mar Vermelho.
Rastro de destruição e luto
Enquanto os catarinenses buscam abrigo, o conflito deixa marcas profundas. De acordo com o Crescente Vermelho iraniano e informações do g1, o número de mortos no Irã já atinge 787 pessoas no quarto dia de hostilidades. Entre as tragédias registradas, uma escola de meninas foi atingida por bombardeios.
A ofensiva coordenada, iniciada na madrugada de sábado por via marítima e aérea, gerou retaliações imediatas do Irã contra bases militares norte-americanas em países como Catar, Jordânia e Emirados Árabes. Apesar do cenário devastador, o padre Márcio reforça que todos os brasileiros da caravana estão bem e em segurança. O grupo deve chegar a Roma, na Itália, nesta quarta-feira (4), antes de retornar ao Brasil.
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