Gestão de Crise SC

Comitê de Gestão de Crise reforça ações preventivas em Santa Catarina diante do El Niño

  • SECOM - Comitê de Gestão de Crise reforça ações preventivas em Santa Catarina diante do El Niño

Líderes estaduais e equipes técnicas se reuniram na sede da Defesa Civil para alinhar medidas de prevenção, preparação e resposta aos riscos trazidos pelo fenômeno El Niño; o encontro enfatizou integração entre secretarias, apoio aos municípios e adoção imediata das medidas previstas no decreto de alerta climático.

O Comitê de Gestão de Crise voltou a se reunir esta semana em Santa Catarina para intensificar a preparação do estado contra o El Niño, fenômeno que pode aumentar a frequência e a intensidade de chuvas e provocar deslizamentos e inundações. A reunião, com a participação da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), Defesa Civil e outras pastas, teve como objetivo centralizar decisões, antecipar medidas operacionais e reduzir riscos para populações e infraestrutura.

Principais decisões tomadas

O encontro definiu ações concretas de caráter preventivo e de resposta imediata: convocação do Comitê Estadual de Proteção e Defesa Civil em caráter extraordinário, intensificação do monitoramento meteorológico e hidrológico 24 horas por dia, e pré‑posicionamento de equipes, equipamentos e suprimentos em áreas vulneráveis. Foi também deliberada a contratação preventiva de máquinas pesadas, abrigos temporários e sistemas de comunicação emergencial para acelerar a resposta em caso de desastres.

A Seplan reafirmou sua função de articular processos administrativos e dar celeridade a compras públicas essenciais em situação de emergência por meio do Escritório de Gestão de Processos (Eproc). Na prática, isso significa reduzir prazos burocráticos para aquisição de equipamentos e contratação de serviços, além de orientar prefeituras sobre recursos e fluxos de encaminhamento para ações emergenciais.

Recursos e mobilização de pessoal

O decreto de alerta climático autoriza a utilização de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para ações preventivas e operacionais, permitindo gastos rápidos com itens de assistência humanitária e infraestrutura temporária. O plano inclui também a mobilização de servidores estaduais para apoio direto às operações nos municípios mais afetados, com equipes prontas para atuar em logística, assistência e recuperação.

Implicações para áreas de risco e população

Regiões com histórico de deslizamentos e cheias — como encostas urbanas, vales e margens de rios — receberão atenção prioritária no monitoramento e no pré‑posicionamento de equipamentos. Moradores de áreas vulneráveis devem observar avisos oficiais, manter rotas de evacuação conhecidas e preparar um kit básico de emergência (documentos, água potável, remédios e itens de higiene). A prevenção individual e comunitária complementa a atuação do poder público e reduz perdas.

Transparência e comunicação com a sociedade

O comitê destacou a necessidade de informações claras e tempestivas à população: boletins meteorológicos, alertas por SMS e redes sociais, e orientações sobre abrigos e pontos de apoio serão divulgados em canais oficiais. A integração entre secretarias e Defesa Civil busca uniformizar mensagens para evitar desinformação e garantir que orientações cheguem rápido às comunidades.

Fique atento a comunicados da Defesa Civil estadual e das prefeituras sobre:

  • atualizações dos níveis de risco por município;
  • pontos de distribuição de ajuda e abrigos temporários;
  • orientações para deslocamento e fechamento de vias;
  • ações de limpeza e reforço em sistemas de drenagem e contenção.


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