Restrição da carne brasileira na União Europeia ameaça R$ 880 milhões em exportações de Santa Catarina
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Imagem ilustrativa - Proibição de carne brasileira na Europa coloca R$ 880 milhões por ano em risco em SC
Medida que entra em vigor em setembro exige adequações sanitárias rigorosas sobre o uso de antimicrobianos na cadeia produtiva
O bloqueio europeu atinge 7,5% das exportações de aves de Santa Catarina, exigindo monitoramento rigoroso de medicamentos em todo o ciclo animal. A Fiesc alerta para riscos logísticos e possíveis demissões no Oeste catarinense caso a conformidade técnica não seja agilizada até setembro.
A restrição imposta pela Comissão Europeia aos produtos de origem animal brasileiros preocupa o setor produtivo de Santa Catarina a partir de 3 de setembro. O bloqueio, motivado pela falta de comprovação de exigências sanitárias sobre antimicrobianos, coloca em risco exportações que somam cerca de R$ 880 milhões (US$ 170 milhões) apenas no setor avícola catarinense.
Segundo o portal ND Mais, a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) alertou que o bloco europeu representa atualmente 7,5% das exportações de carnes e produtos avícolas do estado. A manutenção desse mercado depende agora da comprovação de que os produtores atendem às normas do continente para tratar e prevenir infecções em animais.
Impacto econômico e desafios operacionais
A Fiesc manifestou preocupação com os desdobramentos da decisão. De acordo com a federação, "o redirecionamento do volume de produção para outros mercados que não sejam o europeu, em curto prazo, é um grande desafio logístico, comercial e operacional".
A medida atinge a estabilidade financeira de diversas frentes produtivas. Além da avicultura, outros segmentos foram impactados pela decisão europeia:
- Mel;
- Pescados;
- Produtos derivados de origem animal.
Exigências sanitárias e uso de antimicrobianos
O centro do impasse comercial reside no controle sanitário. A União Europeia alega que o Brasil não conseguiu demonstrar conformidade no uso de medicamentos antimicrobianos. Para que as exportações sejam retomadas, o país precisa comprovar o cumprimento integral das regras europeias em todo o ciclo de vida dos animais.
A Fiesc afirma que monitora as negociações entre o governo brasileiro e o bloco europeu. A entidade pede agilidade para demonstrar a adequação técnica dentro do prazo estabelecido, visando mitigar os efeitos do veto que prejudica o ambiente comercial favorável construído nos últimos anos.
Risco de desemprego no Oeste catarinense
Os efeitos da restrição podem gerar consequências indiretas em toda a cadeia produtiva devido à integração do mercado. Segundo a análise setorial, há um "risco real de redução de empregos, especialmente na região Oeste do Estado", local onde a atividade avícola exerce papel central na economia.
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Embora a participação econômica do bloco tenha perdido representatividade recentemente, um crescimento era esperado após o acordo Mercosul–União Europeia. Agora, o setor produtivo catarinense corre contra o tempo para evitar perdas milionárias e garantir a continuidade das operações internacionais.
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