EDITORIAL 554

Mude, que o mundo muda

Jovens mal preparados se tornam cidadãos de segunda e sem nenhuma consciência coletiva

"Mude, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente
e quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente."
Gabriel o pensador

Eleições se sucedem, partidos se revezam no poder e nada acontece. Novas administrações se iniciam e o cidadão vê que nada muda, ou até muda, mas para pior. O cidadão, o eleitor sério e comprometido com a sua comunidade, fica esperando por mudanças que não vem. Nem se ativássemos um "prometrômetro", em praça pública, fará com que as promessas de campanha sejam cumpridas. Não existe seriedade por parte dos políticos brasileiros como um todo. Basta você folhear os planos de governo apresentados para confirmar que apenas 20% das promessas se tornam projetos e 10% realidade.

Os Prefeitos de nossos municípios fingem não saber de nada e os Deputados Estaduais que deveriam se preocupar em melhorar as leis existentes e fiscalizar para que as mesmas sejam cumpridas, estão sempre em campanha distribuindo migalhas para entidades e prefeituras dirigidas por seus cabos eleitorais, e estes como pombos enchem seus papos com essas migalhas e saem a arrulhar felizes da vida. Enquanto isso a sociedade continua a sofrer pelas mãos dos corruptos e espertalhões que já possuem como profissão a política.

Mas como a esperança é a última que morre continuamos a esperar...

Mas esperar o que, se a maioria continua votando em candidatos onde veem possibilidade de levar vantagem para um futuro próximo.

Há tempos que a maioria não pensa na comunidade, se é que em algum dia alguém pensou.

No Brasil, tudo para a cada dois anos para eleições. Prefeitos e Vereadores são eleitos e logo após dois anos elegemos Presidente, Senadores, Deputados Federais, Governador e Deputados Estaduais. Pois é, e a maioria já é carta marcada. Sempre os mesmos lá ficam. Dez, quinze, trinta, quarenta anos ou até morrerem. Será que o eleitor jamais aprenderá que o revezamento do poder é necessário e que reeleger não é um ato inteligente?

No próximo ano novas eleições: agora para as áreas federal e estadual. Jovens despontam como opções, mas as velhas raposas já se aproximam do "galinheiro". Será que o eleitor (dono do galinheiro) desta vez terá uma atitude sábia?

Não há como prever, pois da forma como o sistema educacional definha a consciência política sucumbe junto.

Jovens mal preparados se tornam cidadãos de segunda e sem nenhuma consciência coletiva.

Odeio política é o que se ouve entre a maioria dos jovens, mas mal sabem eles que quem não participa ativamente desse processo é governado por alguém que adora fazer politicagem em favor dos seus e contra a maioria.

A consciência política é constituída por um conjunto de relações entre indivíduos, baseados em normas e regras explícitas ou implícitas. Essas regras, por sua vez, formam aquilo que chamamos de instituições e estas é que conduzem, direcionam, as realizações comuns para um futuro melhor ou pior de uma sociedade.

Portanto, é necessário que todos busquem através de atitudes e com uma só voz a mudança necessária para a melhoria da qualidade de vida da maioria.







EDIÇÕES IMPRESSAS



1218217951.png

 

Cabeço Negro
Rua 20, número 60 - sala 01 = Loteamento Helena B. Morro
Apiúna  - SC - Brasil
89135-000

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Cabeço Negro