EDITORIAL 522

E agora?

Ficou claro que não é só uma questão jurídica o afastamento de Moisés

Ficou claro que não é só uma questão jurídica o afastamento de Moisés do Governo do Estado e sim uma situação de interesses econômicos e partidários na busca do poder para 2023.

Desde o início da pandemia é visível que tudo é partidarizado, não importando o bem da população, mas sim o alcance ao poder máximo.

Como as críticas fortes ao Presidente da República nada tem a ver com a má gestão da crise na saúde, mas a tentativa de derrubar o mesmo para que outros interesses possam ser priorizados, o afastamento de Moisés, nada tem a ver com a busca da justiça para puni-lo por má gestão de recursos e pelos respiradores não entregues e a irreparável perda de vidas e de R$33 milhões. Tem sim o propósito de buscar o poder com indicações para cargos formando alianças que possam frutificar em 2022 e fazerem com que o poder sobre o Estado em 2023 seja assegurado.

Em tempos que se radicaliza por tudo, a começar pela opinião, os detentores do poder da grande mídia transformam os cidadãos em marionetes e incapazes de enfrentar qualquer problema. A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis aos governantes, tanto sobre isolamento social, retomada da economia, desvios de verbas e corrupção nos governos, devem ter o mesmo espaço, pois sem isso haverá descrédito e reação, acabando com o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia.

Governantes, magistrados e legisladores estão esquecendo que o Brasil possui sim uma Carta Magna e que todos, sem exceção devem seguir o que está escrito e não os seus "achismos" sobre as Leis.

É necessário que busquemos soluções para que os interesses coletivos voltem a ser prioridade, coisa que há muito não é mais vista em nosso país.

Santa Catarina sempre esteve sobre os holofotes do mundo com um pedaço de primeiro mundo dentro do terceiro, mas o prejuízo à imagem catarinense no exterior, decorrente das decisões e ações nos últimos meses, nos deixaram sob nuvens escuras.

Personalidades de relevância por se sentirem desprestigiadas ou simplesmente inconformadas com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar todos os erros, as vezes até mesmo com acusações levianas.

A situação é grave, mas não insuperável, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades de nosso Estado. É impossível resolver nossos problemas somente afastando um mandatário para outro assumir e trazendo consigo os vícios da velha política de indicações para cargos por empresários que possuem interesse econômico nas pastas.

Há sim tempo e espaço para resolver os problemas vividos, mas é necessário que se respeite os limites e as responsabilidades que o cargo exige.





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