DIREITOS E DEVERES

A verdade sobre o Dia Internacional da Mulher

'... movimento que luta por igualdade entre homens e mulheres e busca combater a opressão patriarcal imposta pelos homens de nossa sociedade'. Será?

Você, certamente, ouviu falar que o Dia Internacional da Mulher "é um movimento que luta por igualdade entre homens e mulheres e que busca combater a opressão patriarcal imposta pelos homens de nossa sociedade". Será?

O Dia Internacional da Mulher surgiu em 1910, na Segunda Conferência da Mulher Socialista. A proposta de criação é atribuída à Clara Zetkin, feminista e dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão. Junto com ela estava Alexandra Kollontai. Em comum, ambas, assim, como as atuais feministas são favoráveis à teoria Marxista que cuida basicamente de uma luta entre opressor (rico) e proletariado (pobre).

Fato é que o movimento feminista foi criado, em verdade, pela política e foi oficializada por Lênin, ironicamente um homem, em 1913 e oficializado em 08 de março de 1917! Isso mesmo, o ditador russo que pregava a ditadura do proletariado.

A emancipação da mulher era uma bandeira necessária aos partidos socialistas e comunistas, pois tiraria as mulheres de seus lares, do casamento e dos filhos e às levariam ao trabalho operário. Essas mulheres socialistas já reivindicavam o divórcio, aborto e a própria liberdade sexual. Para elas, a família, o casamento e maternidade oprimiam a mulher e somente por meio do trabalho e da independência financeira elas seriam livres das opressões.

Mal sabiam elas que estavam sendo manipuladas pelo dito patriarcado para trabalhar para eles, pois estavam lutando para sair do serviço doméstico para a opressão nos compôs (literalmente, lavouras) de trabalho.

A partir de 1967, com a decadência dos regimes socialistas, a data comemorativa foi associada a um incêndio que teria acontecido em 8 de março de 1.857, em Nova York, e provocado a morte de dezenas de mulheres grevistas que foram trancadas na fábrica e incendiadas vivas. A data do suposto incêndio de 1857 era um domingo, dia que dificilmente haveria greve, por mais que mulheres também cumprissem carga horária de 7 dias.

Um incêndio realmente aconteceu na fábrica Triangle Shirtwaist, mas em 1911, um ano depois da 2ª Conferência da Mulher Socialista que criou a data comemorativa.

Nele, 125 mulheres e 21 homens que estavam trabalhando em um local com a instalação elétrica precária, trancados para evitar que abandonassem o posto ou roubassem algo, perderam a vida.

Certo é que a data foi cunhada para homenagear mulheres socialistas e somente depois associada à uma história do incêndio para retirar o estigma socialista.

Hoje, o movimento feminista se mostra novamente ligado às mulheres e ideais socialistas, com pautas como: libertar a mulher do casamento, tirar da mulher a opressão de segurar um bebê nos braços, possibilitar a mulher da tarefa de dar a luz a uma criança indesejada. Não vejo qualquer pauta humanitária ou que represente meus ideais enquanto mulher. Não quero ser igual ao homem. Cada um fique no seu lugar. Amo ser mulher (como disse a cantora Adele que foi considerada transfóbica por isso), amo ser casada, e amo ser mãe. Assim, como amo trabalhar e escrever aqui. Foram escolhas que fiz. Ter faculdades sobre a própria vida não significa excluir ou tornar tudo uma guerra contra o oposto; especialmente, neste caso, o masculino ou com o que é a natureza feminina. Afinal, o mundo precisa de homens e mulheres. A dureza e razão masculinas devem transitar em equilíbrio com a emotividade e sinuosidade da feminilidade. A falta de conhecimento, nos faz cometer grandes erros e interpretações equivocadas. Assim, podemos voltar a nos inspirar em exemplos verdadeiramente genuínos da mulher. Para mim, um grande exemplo de mulher, capacidade, doçura e feminilidade é Maria, mãe de Jesus. Que ela abençoe a todos nós possibilitando um discernimento moral mais apropriado em guerras, sem disputas, sem repúdio ao masculino.

Feliz dia!

DRA DAMARIS BADALOTTI especialista em Direito






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