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Obras do prolongamento da Via Expressa em Blumenau continuam paradas após autorização de retomada
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Foto: Google Street View/ND Mais - ‘Maior obra inacabada’ de SC ganha ‘sinal verde’ para retomada mas Estado desconversa prazos
Secretaria de Estado da Infraestrutura prevê que máquinas e trabalhadores retornem ao canteiro apenas na primeira quinzena de abril.
Com apenas 20% de execução em 12 anos, o prolongamento da Via Expressa em Blumenau busca ligar a SC-108 à BR-470. Apesar da autorização governamental assinada em março, a mobilização efetiva de equipes depende agora de cronograma da empresa contratada para abril.
Atraso na retomada dos serviços
Duas semanas após o governador Jorginho Mello (PL) assinar a ordem de reinício, os trabalhos de prolongamento da Via Expressa em Blumenau permanecem paralisados. A autorização para a retomada dos serviços, que estavam suspensos desde agosto de 2024, ocorreu formalmente no dia 13 de março.
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Segundo o portal ND Mais, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) afirmou que a empresa contratada possui o compromisso de concluir a mobilização de pessoal e maquinário até a primeira quinzena de abril. Apesar da sinalização, a pasta não detalhou o novo cronograma de execução ou uma estimativa final para a entrega da estrutura.
Histórico de entraves e baixa execução
Considerado um dos projetos viários mais estratégicos para a mobilidade do Vale do Itajaí, o prolongamento da Via Expressa apresenta um ritmo lento de evolução. O projeto, elaborado em 2012, prevê a ligação entre a rodovia SC-108, na Vila Itoupava, e a BR-470. Entretanto, após 12 anos, a obra atingiu apenas 20% de conclusão.
A ordem de serviço original foi assinada em 2014, com um investimento inicial de R$ 138,7 milhões e previsão de entrega para 2017. Desde então, o empreendimento enfrentou quatro paralisações e diversos entraves técnicos e burocráticos.
Fiscalização e impacto regional
Pela baixa produtividade e sucessivas interrupções, o deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD) classifica o projeto como uma das "maiores obras inacabadas de Santa Catarina". A situação levou a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) a convocar a SIE em duas ocasiões, desde 2025, para prestar esclarecimentos sobre o abandono do canteiro de obras.
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