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VIVER E CONVIVER

Vícios e compulsões

Por ROSANA CHISTE psicóloga / CRP 1208531

No momento atual e global é alta a estimulação da mídia. Se vive situações paradoxais: apesar de a sociedade condenar, reprimir o uso de substâncias nocivas - que podem variar de cultura, geografia, população. Cada vez mais a mídia fica "esperta" e de forma escondida pelos design, marketing e modas, seduzir pelos 5 sentidos. Incluindo as substâncias tóxicas.

Cada vez mais, as pessoas são estimuladas pela mídia a buscar ansiosamente algo que lhes ofereça prazer e a tão desejada felicidade. Como isso não acontece, é usado amortecedores de todos os tipos como bebidas, cigarros, e outros, para preencher a sensação de vazio interior, que dá a margem ao aparecimento de comportamentos de dependência ou de compulsão.

Nisso, estímulo de variadas dependências. Durante muito tempo, as pesquisas giravam em torno de abusos de substâncias psicoativas como álcool e drogas. O termo viciado era sobre a ingestão de substâncias ilícitas. Mas isso mudou, agora existe outros tipos de dependências. Alguns comportamentos compulsivos (jogos, comida, compras, internet, sexo, entre outros). Contém aspectos biopsíquicos de dependência orgânica, por isso o termo adição passou a ser utilizado também nessas situações.

Os avanços nas áreas da psicologia e medicina compreende a dependência nos seus diversos aspectos: biopsicoafetivo, cognitivo espiritual e cultural.

Aos poucos torna-se escravo dos componentes químicos. Se preenche de alguma carência. Nos esquemas da realização de desejos: Desejo-inquietação-busca-satisfação- quietude /plenitude - Insatisfação. Ciclo que gera um empobrecimento da vida pessoal e social. E a diminuição da auto estima.

Ficamos, mais fracos ás compulsões e a busca do prazer imediato, que pode estar atrelado a necessidades fabricadas: último modelo de carro, roupas, eletrônicos e, por que não dizer, trocar constantemente de parceiros afetivos. E a ideia de perfeição.

Nisso, esses fatores geram compulsividades, insatisfação e tédio, sentimentos que podem vir a alimentar vícios e dependências. E impactam na qualidade de vida.

A terapêutica e o autoconhecimento podem melhorar as escolhas saudáveis e impactar positivamente na saúde mental, trazendo a verdadeiro equilíbrio, que não é químico.

Bibliografia: Vieira, Dirce Fátima. Pires, Maria Luíza.
O sofrimento como vício: entenda e supere essa dinâmica.
São Paulo : Integrare Editora, 2009.







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