POLÍTICA

Para diminuir preço do diesel, governo federal faz cortes na saúde e na educação

05 Junho 2018 16:38:00

Medida também atingiu setores como infraestrutura, segurança, agropecuária, ciência e tecnologia

Foto: maissudeste.com.br

O presidente Michel Temer (MDB) anunciou na última quinta-feira, 31 que fará cortes de verbas no SUS, na educação, em obras rodoviárias e diversas outras áreas, para atingir os R$ 13,5 bilhões necessários para subsidiar durante 60 dias o desconto de R$ 0,46 concedido no preço diesel. Para fechar a conta, Temer mexeu em diversos setores. 

Dos R$ 0,46 a menos em cada litro do produto, R$ 0,16 serão provenientes da redução de alíquotas de tributos como PIS/Cofins e a Cide, o que irá representar R$ 4 bilhões. O restante do desconto, que significa R$ 0,30 por litro e R$ 9,5 bilhões no total, serão redirecionados a partir de outras áreas.

Um dos setores mais atingidos é o de obras para rodovias, que perdeu R$ 371 milhões e afeta diretamente os caminhoneiros. O SUS perdeu R$ 146,6 milhões, a educação superior R$ 55,1 milhões e a ciência e tecnologia R$ 43,4 milhões.

Estima-se que a redução de programas em ministérios chegue a R$ 1,214 bilhão. Os cortes também atingem ações do Ministério da Integração Nacional (R$ 138,7 milhões), obras no porto de Recife (R$ 45,6 milhões), reforma agrária (R$ 42,8 milhões), ações do INSS (R$ 28,7 milhões), prevenção ao tráfico de drogas (R$ 4,1 milhões) e políticas de igualdade e de combate à violência contra a mulher (R$ 661 mil).

Por outro lado, o governo também anunciou medidas para aumentar a arrecadação. Uma delas é a reoneração da folha de pagamento para 39 setores, além de diminuição de benefícios fiscais para exportadores (programa Reintegra), para a indústria de refrigerantes e para a indústria química. O resultado esperado é o incremento de R$ 2,27 bilhões até o final do ano.

Repercussão

"As alternativas que o governo negociou para debelar as paralisações ampliarão o déficit fiscal e reduzirão o investimento público", disse o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt. Para ele, os cortes atingem setores essenciais da sociedade, desde a produção até o atendimento de necessidades básicas da população.

"Ao invés de cortar da 'própria carne', enxugando estruturas para ganhar eficiência na prestação dos serviços e atendimento à sociedade, o governo preferiu socializar o prejuízo entre empregadores e trabalhadores. Como agravante, mantém inalterada a política de preços, que cumpriu uma função de resgate de credibilidade da estatal no mercado a um custo altíssimo, pago por todos os brasileiros", diz Breithaupt.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, não é adequado tomar uma decisão 'dando com uma mão e tirando com outra'. O Estado tem que fazer seu próprio dever de casa, diz ele, enxugando ao máximo a estrutura da administração pública. Além disso, o país precisa avançar nas reformas, ressalta Côrte.

Sobre a política de preços praticada pela Petrobras, o presidente da Fiesc afirma que a sistemática que a companhia vem utilizando de fato não é a mais adequada, uma vez que tira qualquer possibilidade de previsibilidade dos transportadores.

REDE CATARINENSE DE NOTÍCIAS


Imagens



EDIÇÕES IMPRESSAS



COLUNISTAS



1218217951.png

 

Cabeço Negro
Rua 100 78 fundos sala 02, Loteamento Dona Helena Morro
Apiúna - SC - Brasil

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Cabeço Negro