OPINIÃO

Ser corrupto não é normal

A corrupção no Brasil vai muito além de um erro cometido uma única vez

Política e corrupção, no Brasil, são palavras agregadas. Passaram-se alguns anos após a instauração da operação Lava Jato e, todos os dias, ainda são inúmeras as matérias publicadas falando de desvio de verbas, superfaturamento de obras e tantos outros crimes cometidos pelos políticos, que deveriam usar o poder para ajudar a população. Nos municípios pequenos as mazelas nem são expostas, pois magistrados e representantes do MP nem na Comarca residem e não estão totalmente inteirados do que ocorre no dia a dia. Preocupam-se somente com os servidores públicos e a criação de novas obrigações para as municipalidades.

A palavra corrupção deriva do latim corruptus, que, numa primeira definição, significa "quebrado em pedaços" e em um segundo sentido, "apodrecido; pútrido". Em uma definição ampla, corrupção política significa o uso ilegal - que pode ser por parte de governantes, funcionários públicos ou privados - do poder político e financeiro de órgãos ou setores governamentais com o objetivo de transferir renda pública ou privada de maneira criminosa para determinados indivíduos ou grupos de indivíduos ligados por quaisquer laços de interesse comum - negócios, localidade de moradia, etnia, entre outros.

A corrupção no Brasil vai muito além de um erro cometido uma única vez. A condição da política em terras tupiniquins é baseada na acomodação da sociedade com a situação existente, de todos acharem que a corrupção é normal e em Leis defasadas e benevolência com os erros. As constantes denúncias de desvio de verbas públicas por parte da imprensa fizeram com que a indignação dos cidadãos fosse diminuindo, e, sem serem pressionados, os réus encontram métodos para se livrar das acusações.

De acordo com uma matéria publicada pela revista Isto É, em 2017, o Brasil perde cerca de R$ 200 bilhões por ano com corrupção. Somente no caso da Petrobras, os desvios de recursos de forma ilegal envolveram entre R$ 30 e R$ 40 bilhões, o que consta inclusive de um estudo da Polícia Federal.

Como será possível esquecermos de nomes como Marcelo Odebrecht, Eduardo Cunha, Sergio Cabral, Sérgio Vaccari, Luiz Inácio LULA da Silva, de todos esses ministros do STF. Todos passaram a fazer parte da história do Brasil como políticos, empresários e magistrados corruptos, que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos ou apoiaram, protegeram quem desviou.

 É notório no atual quadro político que muitos governantes participam dos pleitos apenas para beneficiar-se e não para trabalhar em prol da população.

É preciso que a população tenha a consciência de que a corrupção produz pobreza e impede o desenvolvimento do país. Apenas com o dinheiro encontrado no apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, R$ 51 milhões, seria possível pagar 54.429 salários-mínimos, ou comprar 994 viaturas policiais ou construir 1.020 casas populares no país.

O cidadão de bem precisa entender que esses corruptos são assassinos em massa, pois desviam verbas da saúde para comprar mansões e carros luxuosos, deixando a população morrendo em portas de hospitais. Roubam os recursos da educação tirando a merenda da boca das criancinhas e destruindo o futuro de gerações inteiras.

 Existe a necessidade de darmos fim a tudo isso, pois para o Brasil ser a maior das potências só falta moral e ética nas administrações públicas.






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