EDITORIAL EDIÇÃO 397

O troco de Colombo

Foto: Desenho em Ovos

Algumas pessoas passam uma vida inteira sem mostrar sua verdadeira identidade. Como super-heróis ou supervilões vivem de máscara durante grande parte de sua vida. 

O ex-governador João Raimundo Colombo foi um desses que com fala mansa conquistou seu espaço, mas sempre fazendo concessões para chegar ao executivo estadual que tanto almejou. Até coligação com o MDB fez, algo que à época inconcebível, inaceitável pela maioria de seus correligionários. Até mesmo ajudou a fundar um novo partido para se manter mais forte ainda no seu propósito.

Colombo, logo que chegou ao Governo, passou a não receber prefeitos e correligionários em audiências individuais e através das benesses do Fundam conseguiu a reeleição.

Manteve sua postura de não receber e nem visitar os pequenos, só onde existisse grandes holofotes. Achou que mesmo assim, devido ter colocado algumas moedas no pires que os prefeitos possuíam em suas mãos estendidas nesse período de grave crise, lhe garantiria a continuidade em outras empreitadas políticas.

Achou normal desfilar e sentar ao lado de Lula e Dilma, que já sofriam com acusações de corrupção, e de oferecer honrarias do Estado só dadas a balaústres de nossa sociedade.

Deixou o governo endividado por empréstimos para comprar a gratidão dos prefeitos e deputados e seguiu na busca de reconquistar uma vaga no senado.

Não conseguiu.

No clamor das mudanças o povo catarinense deu o troco para Colombo que não ficou de pé depois da desmoralizante derrota para dois candidatos apontados como fracos na busca das cadeiras do Senado Federal. Prefeitos, deputados e correligionários não trabalharam por sua candidatura e agora no segundo turno o seu pupilo, cunhado do homem de confiança da Secretaria da Fazenda, durante grande período de seu governo, pode também levar o troco por sua arrogância e grosseria.





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